O senador Jaime Bagattoli (PL) comemorou a suspensão do processo de concessão da Hidrovia do Madeira. Crítico da proposta desde o início, ele afirmou ter liderado esforços para impedir que a privatização avançasse.
A concessão da hidrovia era apontada por setores produtivos como uma preocupação para a economia de Rondônia. Após mobilização de representantes políticos e segmentos afetados, o processo acabou suspenso.
Segundo o parlamentar, ainda no fim do ano passado ele já havia informado que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não daria continuidade aos estudos de privatização.
“Em dezembro eu já havia dito que estava fora de cogitação a concessão da Hidrovia do rio Madeira. Agora, não só ela está suspensa como também as hidrovias do Tapajós e Tocantins, ambas no Pará. Se seguisse, a privatização traria mais custos aos produtores e ao consumidor final”, declarou.
Ao longo do último ano, Bagattoli participou de reuniões com a Antaq, com a Bancada Federal de Rondônia e com exportadores e produtores do estado para discutir os impactos da possível concessão.
“Há dois anos que eu já venho falando das consequências de se privatizar a hidrovia do Madeira. A maioria dos portos hoje já são da iniciativa privada, logo não vemos vantagem para o exportador e a população em privatizar a nossa hidrovia, que já é a mais consolidada da região Norte. Vamos fazer o máximo possível para não por mais esse custo em cima do povo de Rondônia”, declarou o senador na época.
Além da Hidrovia do Madeira, também foram suspensos os processos relacionados às hidrovias dos rios Tapajós e Tocantins, no Pará.








































