A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado instalou, nesta quarta-feira, uma subcomissão para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O colegiado apura indícios de fraudes que podem somar 17 bilhões de reais no sistema financeiro nacional.
O senador Renan Calheiros, escolhido para coordenar os trabalhos, classificou o episódio como a maior fraude bancária da história do país. O grupo terá 13 membros e possui poderes para solicitar quebras de sigilo bancário e convocar depoentes.
A investigação foca na tentativa de aquisição do Master pelo Banco Regional de Brasília, o BRB. Parlamentares suspeitam que houve pressão política sobre o Banco Central para autorizar o negócio, mesmo com a saúde financeira da instituição comprometida.
O Banco Central é visto como peça fundamental para esclarecer o caminho do dinheiro, já que monitora todas as operações do mercado. Uma reunião entre a comissão e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, deve ocorrer ainda nesta tarde.
Paralelamente aos trabalhos do Senado, pedidos de CPI avançam na Câmara e no Congresso Nacional. O governo apoia a apuração dos fatos, mas tenta evitar a politização do tema por parte da oposição durante o processo de investigação.
A comissão também pretende questionar o Tribunal de Contas da União sobre supostas pressões para reverter a liquidação do banco. O objetivo final é identificar os responsáveis pelos prejuízos e sugerir medidas para proteger o mercado financeiro.






































