Ayel Muniz reacendeu o debate sobre a gestão de Adailton Fúria em Cacoal, especialmente no que diz respeito à geração de empregos. Muniz destacou uma aparente incongruência entre a pretensão de Fúria disputar o governo do estado e os resultados apresentados em sua cidade.
Dados consolidados de 2025 apontam que Cacoal registrou 11,3 mil admissões e 10,9 mil demissões, resultando em um saldo positivo de apenas 466 vagas formais. Apesar do crescimento técnico, o número é considerado modesto frente ao volume total de movimentações do mercado local, indicando alta rotatividade e substituições frequentes de trabalhadores, mais do que expansão estrutural do emprego.
Com cerca de 86 mil habitantes, Cacoal apresenta um crescimento médio de pouco mais de 400 empregos por ano, o que levanta questionamentos sobre a viabilidade de um projeto estadual de desenvolvimento econômico baseado nesse modelo de gestão.
A discussão também toca o plano de governo do PSD, partido pelo qual Fúria deve concorrer. Em 2018, o programa foi criticado por sua carga retórica elevada e baixo detalhamento técnico, e agora surgem dúvidas se haverá uma proposta concreta e atualizada para Rondônia ou se prevalecerão discursos genéricos sem correspondência com resultados administrativos mensuráveis.








































