O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, divulgou uma nota oficial na noite de quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, em defesa da Corte. O texto manifesta apoio direto ao ministro Dias Toffoli, relator do inquérito que apura fraudes bilionárias no Banco Master.
Fachin destacou que o tribunal atua na supervisão judicial da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, respeitando as atribuições de cada órgão. Segundo o presidente, situações que impactam o sistema financeiro nacional exigem respostas firmes e coordenadas, sempre pautadas pela Constituição e pela segurança jurídica.
A manifestação ocorre em um momento de forte pressão política e institucional sobre o relator. Parlamentares de oposição chegaram a pedir o afastamento de Toffoli, alegando suspeição, mas o pedido foi arquivado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, decisão que também recebeu elogios do ministro Gilmar Mendes.
Recentemente, Toffoli gerou polêmica ao determinar o acautelamento de bens e documentos apreendidos na Operação Compliance Zero sob os cuidados da PGR, medida criticada por associações de peritos. Fachin, no entanto, reforçou que o STF não aceitará tentativas de desmoralização ou intimidações externas.
Para o presidente do Supremo, ataques à autoridade do tribunal representam uma ameaça direta à democracia e ao Estado de Direito. Ele reiterou que críticas são legítimas, mas que a Corte agirá para evitar que interesses escusos ou pressões midiáticas interfiram no cumprimento do mandato constitucional do Judiciário.











































