Operação investiga família de líderes religiosos por suposto apoio ao Comando Vermelho em Mato Grosso

Missionária foi presa preventivamente; pais, que são pastores, foram alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Fariseus

Publicado em

Atualizado em

Operação investiga família de líderes religiosos por suposto apoio ao Comando Vermelho em Mato Grosso

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta semana a Operação Fariseus, que apura a suposta utilização de um projeto religioso para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.

Durante a operação, a missionária Rhavenna Barcelos de Almeida foi presa preventivamente. Os pais dela, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Além das medidas judiciais, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico, bancário e telemático dos investigados, bem como suspendeu temporariamente o acesso deles às unidades prisionais por meio de atividades religiosas.

A defesa da missionária informou que não irá se manifestar neste momento.

Investigação começou após denúncia anônima

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após uma denúncia anônima informar que integrantes da família utilizavam um projeto religioso para ingressar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, com o objetivo de entregar celulares, carregadores e outros objetos proibidos a detentos.

De acordo com a corporação, essa suspeita específica não foi confirmada até o momento. No entanto, a análise de dados obtidos com autorização judicial teria revelado elementos que, segundo os investigadores, indicam uma relação mais ampla entre os investigados e integrantes da organização criminosa.

Polícia aponta troca de mensagens e movimentação financeira

Conforme a investigação, foram identificados registros de ligações telefônicas, mensagens, fotografias, vídeos e movimentações financeiras que estariam relacionadas a integrantes da facção.

A Polícia Civil afirma que há indícios de contatos frequentes com presos, foragidos e lideranças criminosas, além do compartilhamento de informações relacionadas ao sistema prisional.

Os investigadores também apuram movimentações financeiras que teriam utilizado contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos. Segundo a corporação, os valores seriam provenientes da organização criminosa e teriam sido utilizados para despesas pessoais, viagens, compra de veículos e procedimentos estéticos.

Viagens e imagens também são investigadas

Outro ponto da investigação envolve viagens realizadas ao Rio de Janeiro.

Segundo a Polícia Civil, integrantes da família estiveram em uma comunidade dominada pela facção e produziram imagens ao lado de pessoas investigadas por integrar o grupo criminoso, além de registros com armamentos.

As investigações também analisam fotografias, videochamadas e conversas que, conforme a corporação, poderão auxiliar na identificação da participação individual de cada investigado.

Crimes apurados

Os investigados são suspeitos, em tese, de envolvimento com os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.

A Polícia Civil informou que o material apreendido continuará sendo analisado para individualizar as condutas dos investigados e concluir o inquérito policial.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o mérito das acusações, e os investigados têm assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Com informações da Folha do Sul.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS