Empresário do Amazonas é citado em investigação da PF em RO

Apuração da publicação aponta que empresa sediada em Manaus integra a Operação Reduto, que investiga contratos públicos, possível esquema de rachadinha e movimentações financeiras ligadas à Assembleia Legislativa de Rondônia.

Fonte: Emerson Barbosa

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Empresário do Amazonas é citado em investigação da PF em RO
fonte - Divulgação/PF

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A Revista Cenarium revelou novos detalhes sobre a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Segundo a apuração da publicação, um empresário de Manaus passou a integrar o foco das investigações por sua ligação com uma empresa que mantinha contratos públicos em Rondônia e que figura entre os alvos da operação.

Conforme a reportagem, o empresário identificado pelas iniciais I. F. é proprietário da Millennium Locadora Ltda., empresa sediada em Manaus que foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação. A revista informa que a empresa passou a integrar a investigação em razão de sua relação comercial com contratos públicos e de seus vínculos com pessoas e empresas que já estavam sob investigação da Polícia Federal.

De acordo com a reportagem, a investigação teve origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos investigados. A partir desses elementos, a Polícia Federal aprofundou a análise das operações financeiras, dos contratos administrativos e dos vínculos empresariais envolvendo empresas sediadas em Rondônia e no Amazonas.

Segundo a Revista Cenarium, a principal linha investigativa da Operação Reduto aponta para duas frentes distintas. A primeira envolve suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos públicos e possíveis irregularidades em contratações realizadas no município de Ariquemes. A segunda concentra-se em um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia (Ale-RO), por meio da prática conhecida como “rachadinha”, hipótese que permanece sob investigação e ainda depende da conclusão do inquérito policial.

A publicação destaca que a Millennium Locadora Ltda. é considerada uma peça relevante para o avanço das investigações, uma vez que a Polícia Federal busca esclarecer se empresas privadas sediadas em diferentes estados foram utilizadas para operacionalizar contratos públicos, movimentar recursos e integrar a estrutura financeira investigada. A apuração procura identificar a participação de empresários, empresas e agentes públicos na execução dos contratos e na circulação dos valores considerados suspeitos.

A Revista também informa que a Polícia Federal investiga a possível existência de uma rede empresarial interestadual, formada por empresas com atuação em Rondônia e no Amazonas. Os investigadores analisam vínculos societários, contratos, notas fiscais, extratos bancários e transferências financeiras para verificar se essas pessoas jurídicas foram utilizadas para ocultar ou dissimular a origem e o destino de recursos públicos.

Em Rondônia, a investigação alcança pessoas ligadas à estrutura administrativa da Assembleia Legislativa e empresas contratadas pelo poder público. Durante a Operação Reduto foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus, além de dois mandados de prisão preventiva, 11 afastamentos cautelares de servidores públicos e o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

Ainda conforme a apuração da Cenarium, a atuação da empresa amazonense representa um dos principais eixos da investigação interestadual conduzida pela Polícia Federal. O objetivo é compreender de que forma empresas sediadas fora de Rondônia teriam participado da execução de contratos públicos e da movimentação de recursos financeiros investigados, especialmente aqueles relacionados à estrutura administrativa da Assembleia Legislativa.

A Operação Reduto segue em andamento. Todo o material apreendido durante as diligências será submetido à perícia e à análise financeira para subsidiar o inquérito policial. Até o momento, não há condenações, e todos os investigados permanecem amparados pelos princípios constitucionais da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa.

Perguntas frequentes

O que é a Operação Reduto?
É uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas relacionadas a contratos públicos, movimentações financeiras e possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e empresas.

A empresa investigada já foi condenada?
Não. A investigação está em fase de apuração e não existem condenações. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Quais órgãos participam da Operação Reduto?
A operação é conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União e do Ministério Público de Rondônia.

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