A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (24), uma operação para desarticular um grupo criminoso especializado em abastecer maquinários de garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no Mato Grosso. Segundo as investigações, o esquema movimentou uma quantidade massiva de óleo diesel, essencial para o funcionamento de retroescavadeiras e dragas usadas na extração ilícita de minérios.
Os agentes cumpriram três mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão nas cidades de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Aripuanã. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Cáceres, visando desestruturar a base logística que sustenta a invasão das terras protegidas.
Flagrante em fazenda e apoio da ANP
Durante as diligências, a PF localizou uma fazenda situada a poucos quilômetros das áreas de garimpo, onde o óleo diesel era armazenado e vendido ilegalmente. No local, foram apreendidos 15 mil litros do combustível. A logística de distribuição contava com postos de abastecimento legalizados que serviam de fachada para a aquisição do produto em larga escala.
A investigação contou com o suporte de diversos órgãos federais:
ANP: Realizou a fiscalização inicial nos postos de combustíveis.
Funai: Prestou apoio logístico e de segurança aos agentes em campo.
PF: Coordenou as prisões e o rastreamento financeiro da organização.
Impacto ambiental e logística criminosa
A Terra Indígena Sararé tem sido alvo constante de degradação ambiental provocada pelo garimpo. O uso do diesel em larga escala não apenas facilita o desmatamento e o revolvimento de leitos de rios, mas também aumenta o risco de contaminação por vazamentos de hidrocarbonetos na floresta.
A Polícia Federal ressaltou que o monitoramento da venda de combustíveis é uma estratégia fundamental para asfixiar economicamente as atividades ilegais, uma vez que sem o diesel, o maquinário pesado utilizado pelos garimpeiros se torna inútil.










































