Caso Orelha: Suspeitos de matar cão comunitário estão nos Estados Unidos

Dois adolescentes investigados pelas agressões que levaram à morte do animal em Florianópolis viajam ao exterior.

Fonte: Julia Farias, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo - 44

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Caso Orelha: Suspeitos de matar cão comunitário estão nos Estados Unidos
Reprodução Internet

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A investigação sobre a morte brutal do cão Orelha, um animal comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, ganhou novos desdobramentos nesta semana. A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) confirmou que dois dos quatro adolescentes suspeitos de participar do crime estão atualmente nos Estados Unidos.

De acordo com o delegado-geral Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens era pré-programada e deve durar até a próxima semana. A polícia aguarda o retorno dos adolescentes ao Brasil para dar continuidade aos depoimentos e procedimentos legais envolvendo o ato infracional.

Na manhã de segunda-feira (26), a Polícia Civil deflagrou uma operação para cumprir três mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. O objetivo principal era localizar provas dos maus-tratos contra o cão Orelha e investigar denúncias de obstrução de justiça.

Um dos mandados visava um indivíduo suspeito de coagir uma testemunha fundamental do caso. A polícia buscava uma arma de fogo que teria sido utilizada para proferir ameaças, mas o objeto não foi encontrado durante as buscas. A investigação aponta que o grupo agia com extrema violência e tentava intimidar quem presenciou os fatos.

O cão Orelha foi encontrado com ferimentos gravíssimos decorrentes de agressões físicas. Devido ao estado irreversível de saúde e ao sofrimento do animal, os veterinários optaram pelo procedimento de eutanásia. O caso gerou forte comoção nas redes sociais e protestos de grupos de proteção animal em Santa Catarina.

Além da morte de Orelha, a PCSC apura um segundo incidente envolvendo um cão de cor caramelo na mesma região.

  • Vítima 1: Cão Orelha (espancado, evoluiu para óbito/eutanásia).

  • Vítima 2: Cão Caramelo (levado à força para o mar por um adolescente, mas conseguiu escapar).

A Polícia Civil reforça que maus-tratos a animais é crime e, no caso de adolescentes, configura ato infracional análogo, sujeito a medidas socioeducativas. As autoridades monitoram o desembarque dos suspeitos que estão no exterior para garantir que respondam pelas acusações perante a Vara da Infância e Juventude.

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