O aviltamento da intolerância humana

Reflexão denuncia o apagamento das coletividades amazônicas diante da exploração, da violência, da intolerância e da destruição da natureza.

Fonte: News Rondonia

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O aviltamento da intolerância humana

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O que antes era uma visão holística de mundo, um alojamento entrelaçado de almas, e a exuberância inefável da verde mata com as suas águas em estágio imponente de vivacidade, atualmente, a originalidade do lugar transformou-se no mais cruel apagamento social excludente das coletividades amazônicas.

No embrutecimento odioso do espaço e tempo, essas imaculadas coletividades foram condenadas ao malogro hostil da vida num cenário genocida reacionário e abusivo que desponta execrando a natureza e envenenando as suas águas colossais em estesia.

Na passagem de homens de ferro e de uma estrada de sangue, nos varadouros das estradas de seringa e nos rituais sagrados de uma mitologia ancestral, enxergamos apenas um império de cinzas de uma necropolítica que envenena, mata e enterra.

Entre as lacunas de estereótipos e estigmatizações, a Amazônia é abastecida de um ódio onde predomina o avanço desenfreado do capital da morte em ascensão.

No calabouço da terra e na sobrevivência de uma geopolítica esdrúxula e exacerbada, a Amazônia continua vítima de uma delinquência espoliante como prova irrefutável do aviltamento da intolerância humana.

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