Pesquisa aponta desigualdades na formalização e planos de trabalho de jovens brasileiros

Levantamento divulgado em evento em São Paulo detalha desafios de inserção profissional, preferências de carreira e o impacto da inteligência artificial na geração de 16 a 29 anos.

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Pesquisa aponta desigualdades na formalização e planos de trabalho de jovens brasileiros
© Tomaz Silva/Agência Brasil

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A formalização no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades expressivas, conforme aponta a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com o apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, durante o evento Trampos do Futuro, realizado na capital paulista.

A sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o país entre os dias 11 e 23 de maio deste ano. Os dados detalham que, entre os 70% de entrevistados que declararam estar trabalhando, 44% possuem carteira assinada. O restante divide-se entre 15% de assalariados sem registro formal, 13% de autônomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% atuando como estagiários e aprendizes remunerados. Além disso, o levantamento indica que 20% dos jovens nessa faixa etária buscam ocupação no momento atual.

Desigualdades e barreiras de acesso

O estudo evidencia disparidades regionais e sociais no acesso aos postos formais. A formalização é consideravelmente mais alta entre os jovens das regiões Sul (58%) e Sudeste (55%), enquanto nos estados do Norte o índice cai para 29% e no Nordeste atinge apenas 20%. No recorte racial, 49% dos jovens brancos possuem emprego formal, comparado a 41% entre os negros. A dependência de bicos informais atinge 12% dos jovens negros e 5% dos brancos, além de concentrar-se em 34% daqueles que estudaram apenas até o ensino fundamental.

Quase metade dos entrevistados (49%) apontou a falta de experiência como a principal barreira para conseguir uma vaga, seguida pela alta concorrência nas seleções (39%). A indicação por familiares ou conhecidos segue como um fator determinante: 96% acreditam que ser indicado ajuda na conquista de uma oportunidade, e 77% afirmaram ter conseguido o emprego atual por meio de redes de contato.

Expectativas e tecnologia

Em relação aos planos para o futuro, 30% dos jovens preferem um emprego com carteira assinada no presente, mas esse percentual recua para 16% quando avaliam o horizonte de 5 anos, período em que o desejo pelo trabalho autônomo sobe de 28% para 42%. No tocante à tecnologia, 9 em cada 10 entrevistados acreditam que a inteligência artificial eliminará diversas vagas, e 50% admitem receio de perder espaço no mercado devido aos avanços tecnológicos, especialmente entre mulheres e pessoas de menor renda.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o percentual de jovens que possuem carteira assinada segundo a pesquisa?
Entre os jovens que declararam estar trabalhando, 44% possuem registro formal em carteira.

Quais regiões brasileiras apresentam os maiores índices de formalização juvenil?
As regiões Sul, com 58%, e Sudeste, com 55%, lideram os índices de empregos formais.

O que a maioria dos jovens aponta como principal obstáculo para conseguir emprego?
Quase metade dos entrevistados (49%) destacou a falta de experiência profissional anterior como a maior dificuldade.

 

Com informações de Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

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