Acre decreta situação de emergência diante da previsão de seca severa no Rio Acre e reforça medidas de prevenção aos impactos do El Niño

Medida publicada no Diário Oficial antecipa ações de enfrentamento à estiagem, garante prioridade no acesso a recursos federais e reforça o alerta para os impactos do El Niño sobre a Amazônia.

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Agencia do Acre

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O Governo do Acre decretou situação de emergência em todo o estado nesta segunda-feira (3) diante da previsão de uma seca severa nos próximos meses. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado e assinada pela governadora Mailza Assis (Progressistas), tem como objetivo agilizar as ações de prevenção, orientar a população sobre os riscos da redução do nível do Rio Acre e facilitar o acesso a recursos federais para minimizar os impactos da estiagem.

Com o reconhecimento da situação de emergência, o Acre passa a ter prioridade na solicitação de apoio financeiro e operacional junto ao Governo Federal, permitindo uma resposta mais rápida caso o cenário de seca se agrave. A medida também possibilita maior agilidade na execução de ações emergenciais voltadas ao abastecimento de água, assistência às comunidades mais vulneráveis e enfrentamento dos efeitos provocados pela estiagem.

A decisão do governo ocorre em um momento de preocupação crescente com o comportamento do Rio Acre, principal manancial que abastece e corta diversas cidades do estado. Nesta segunda-feira (3), o nível do Rio Acre marcava apenas 2,08 metros, conforme dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam Hidro), evidenciando o avanço da vazante mesmo antes do período mais crítico da estiagem. Todos os anos, a população acreana convive com extremos climáticos: durante o período chuvoso, milhares de famílias são atingidas pelas enchentes; já na estação seca, a redução do nível do rio compromete o abastecimento de água, a navegação, a produção rural e o transporte de comunidades ribeirinhas. Apesar da recorrência desses fenômenos, especialistas avaliam que ainda são insuficientes as obras estruturantes capazes de reduzir os impactos tanto das cheias quanto das secas.

Embora o Monitor de Secas indique predominância de seca fraca em aproximadamente 66,7% do território acreano, o governo decidiu antecipar as medidas preventivas diante das previsões climáticas que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño. Segundo especialistas, o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tende a reduzir o volume de chuvas sobre parte da Amazônia, favorecendo estiagens prolongadas, aumento das queimadas, piora da qualidade do ar e dificuldades no abastecimento de água.

O Governo Federal também vem orientando estados e municípios da Amazônia Legal a reforçarem o monitoramento das condições climáticas e a elaborarem planos de contingência para enfrentar possíveis eventos extremos. A preocupação é que o período seco deste ano seja mais intenso do que o registrado nos últimos anos, exigindo ações antecipadas para reduzir os impactos sobre a população, o meio ambiente e as atividades econômicas.

Com o decreto em vigor, a expectativa do governo acreano é ampliar a capacidade de resposta dos órgãos estaduais, reduzir os prejuízos causados pela estiagem e garantir assistência mais rápida às comunidades que poderão ser afetadas pela queda do nível do Rio Acre nos próximos meses.

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