Festival de Cannes divulga filmes da 79ª edição sem Brasil na disputa

Seleção oficial destaca retorno de Almodóvar e forte presença do cinema asiático; longa brasileiro Elefantes na Névoa integra mostra Un Certain Regard.

Fonte: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil - 20

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Festival de Cannes divulga filmes da 79ª edição sem Brasil na disputa
© Festival de Cannes/Divulgação

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A organização do Festival de Cannes anunciou, nesta quinta-feira (9), a lista dos filmes que competirão pela Palma de Ouro em 2026. A 79ª edição do evento, que ocorre entre 12 e 23 de maio na França, terá o júri presidido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook. Entre os vinte títulos selecionados para a mostra principal, destacam-se produções de diretores consagrados como Pedro Almodóvar, com o longa Autofiction, além dos japoneses Ryûsuke Hamaguchi e Hirokazu Kore-eda, reforçando a hegemonia europeia e asiática no circuito atual.

Diferente do ano anterior, o cinema brasileiro ficou fora da competição principal pela Palma de Ouro. Em 2025, o país teve uma participação histórica com O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que rendeu prêmios de melhor direção e melhor ator para Wagner Moura. Para a edição deste ano, a presença nacional está garantida na mostra Un Certain Regard (Um Certo Olhar) com o filme Elefantes na Névoa, uma coprodução internacional que conta com a participação de produtoras brasileiras em sua estrutura.

A programação de 2026 também homenageará grandes nomes da indústria com Palmas de Ouro honorárias destinadas ao diretor Peter Jackson e à atriz e diretora Barbra Streisand. O filme escolhido para abrir o festival é The Electric Kiss, do francês Pierre Salvadori. Fora da disputa principal, o evento exibirá novos trabalhos de figuras conhecidas de Hollywood, como Steven Soderbergh e Andy Garcia, além da estreia de John Travolta na direção de longas-metragens.

Segundo o diretor artístico Thierry Frémaux, cerca de 95% da grade já foi definida, mas novos títulos ainda podem ser anunciados nas próximas semanas. A curadoria deste ano foca em uma diversidade estética que vai do drama psicológico ao suspense político. Embora o Brasil não repita o protagonismo de 2025 na briga pelo prêmio máximo, a inclusão em mostras paralelas mantém o país no radar do principal mercado cinematográfico do mundo, após o sucesso recente de suas produções no Oscar.

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