O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, nesta quinta-feira, 26, a contratação de uma nova operação de crédito pelos Correios no valor de R$ 8 bilhões. O montante complementa o empréstimo de R$ 12 bilhões aprovado em dezembro de 2025, totalizando um plano de financiamento de R$ 20 bilhões para a estatal. As operações, concedidas por um consórcio de bancos públicos e privados, contam com a garantia direta da União, o que significa que o Tesouro Nacional assume a responsabilidade em caso de inadimplência da empresa.
Para viabilizar o repasse, o CMN precisou elevar o limite total de crédito para entes públicos em 2026, que saltou de R$ 15,6 bilhões para R$ 23,6 bilhões. A medida foi acompanhada por um amplo remanejamento de recursos destinados a estados e municípios. Segundo o Ministério da Fazenda, a reestruturação dos limites visa priorizar investimentos em infraestrutura e desenvolvimento social, direcionando fôlego financeiro especificamente para projetos vinculados ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e parcerias público-privadas (PPPs).
Mudanças nos limites para estados e municípios
O governo promoveu cortes em sublimites gerais para abrir espaço a áreas estratégicas. Para operações com garantia da União, o limite geral de estados e municípios caiu de R$ 9 bilhões para R$ 5 bilhões. Em contrapartida, foram criados dois novos sublimites de R$ 2 bilhões cada: um exclusivo para o Novo PAC e outro para o financiamento de PPPs. Nas operações sem garantia do Tesouro, o cenário seguiu a mesma lógica, com a redução do limite geral de R$ 6 bilhões para R$ 4 bilhões e a abertura de R$ 2 bilhões para o Novo PAC.
Planejamento antecipado para 2026
Diferente da prática habitual de definir limites em janeiro, o CMN antecipou as definições de 2026 para dezembro de 2025 devido à magnitude do socorro financeiro inicial aos Correios. A nova autorização de R$ 8 bilhões consolida a estratégia de capitalização da estatal para modernização logística e operacional. O remanejamento anunciado reflete o esforço da equipe econômica em manter o controle do endividamento público, ao mesmo tempo em que garante que os recursos do sistema financeiro sejam canalizados para obras de grande impacto e eficiência administrativa.
Empréstimo total Correios: R$ 20 bilhões.
Novo limite global 2026: R$ 23,625 bilhões.
Foco dos remanejamentos: Novo PAC e PPPs.
Garantia: Tesouro Nacional (União).










































