A cheia do Rio Madeira mobiliza ações preventivas da Defesa Civil de Porto Velho, que iniciou articulação com as usinas hidrelétricas que atuam na região. O objetivo é fortalecer a prevenção, reduzir riscos e garantir maior segurança à população durante o período de cheia em 2026.
Participaram da reunião técnica representantes da Defesa Civil Municipal, do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) e das usinas hidrelétricas de Samuel, Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e Usina Hidrelétrica de Jirau.
O encontro teve como foco a construção de um Protocolo Oficial de Comunicação Operacional para o período de cheia. A proposta prevê boletins diários com parâmetros mínimos, prazos definidos, conteúdo padronizado e rastreabilidade administrativa das informações, especialmente em situações como abertura de comportas, aumento de vazão e outros eventos com potencial impacto a jusante.
De acordo com o diretor executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte, o protocolo permitirá planejamento mais eficaz das ações.
“A gente quer entender, por exemplo, como são feitos os planos de ação dessas usinas. O produto que vai ser entregue a partir dessa reunião é um protocolo de comunicação por meio de boletins diários. A partir desses dados, conseguimos planejar as ações que serão realizadas”, afirmou.
A coordenadora de Segurança de Barragem da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, Katia Vieira, destacou a importância da integração institucional. “A união entre as usinas e a prefeitura é essencial para subsidiar a Defesa Civil com informações que permitam uma atuação preventiva, e não apenas assistencial”.
A reunião contou ainda com a promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini, coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do MPRO, que reforçou a necessidade de transparência e comunicação prévia à população em casos de aumento da vazão do rio.
Segundo o monitoramento hidrológico, o nível do Rio Madeira está em 13,59 metros, mantendo-se instável e em estado de atenção. Entre a madrugada de quarta-feira (25) e quinta-feira (26), foram registrados 52 milímetros de chuva, conforme dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). A Defesa Civil segue acompanhando o cenário de forma permanente.

































