A decisão foi tomada após a Justiça constatar que o ex-atleta não atendeu às intimações anteriores para formalizar o benefício concedido em janeiro de 2023. Segundo o juízo, a ausência impede a regularização do livramento condicional e compromete o cumprimento da pena.
Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio. De acordo com os cálculos da Vara de Execuções Penais, a pena tem previsão de término em janeiro de 2031.
Após cumprir parte da condenação em Minas Gerais, o ex-goleiro passou por transferências entre estados, motivadas por propostas de trabalho quando tentou retomar a carreira esportiva. Posteriormente, a execução penal foi centralizada no Rio de Janeiro, onde ele permaneceu em regime semiaberto até a concessão do livramento condicional.
Na nova decisão, o juiz determinou também a interrupção do cumprimento da pena no período entre a concessão do benefício e sua efetiva regularização. Caso Bruno não compareça dentro do prazo estipulado, a Justiça poderá expedir mandado de prisão para que ele retorne ao sistema prisional.
O caso é um dos mais emblemáticos do Judiciário brasileiro. Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, em Minas Gerais. Embora o corpo nunca tenha sido localizado, a Justiça considerou comprovado o homicídio, levando à condenação definitiva do ex-goleiro em 2013.










































