PGR pede condenação de Bolsonaro e outros 7 Réus por Golpe de Estado

Procuradoria-Geral da República encaminha alegações finais ao STF, que deve julgar o caso em setembro.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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PGR pede condenação de Bolsonaro e outros 7 Réus por Golpe de Estado
Valter Campanato/Agência Brasil

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus. Eles fazem parte do núcleo 1 da investigação sobre a suposta trama golpista. A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes e representa a fase final antes do julgamento, esperado para setembro.

Acusações e Possíveis Penas

No documento de 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado. As penas máximas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação de:

Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro em 2022.

General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal.

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa.

Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em caso de condenação, Mauro Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Polícia Federal (PF).

Papel de Bolsonaro na Trama Golpista

Na manifestação, Paulo Gonet descreveu Jair Bolsonaro como o líder da organização criminosa e o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022. O procurador-geral afirmou que o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em um “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

Segundo Gonet, Bolsonaro, com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, “mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”.

Próximos Passos do Julgamento

Com a apresentação das alegações finais da PGR, inicia-se o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid apresente suas próprias alegações ao STF. Em seguida, as defesas dos demais réus terão o mesmo prazo. Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte. A expectativa nos bastidores do STF é que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.

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