JAC Motors avalia operação própria de caminhões a diesel no Brasil

Fabricante chinesa participa do Congresso Fenabrave e estuda subsidiária para linha de 9 a 25 toneladas.

Fonte: Sérgio Dias | News Rondônia

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JAC Motors avalia operação própria de caminhões a diesel no Brasil

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A presença da JAC Motors no Congresso Fenabrave sinaliza uma possível reconfiguração no setor de veículos comerciais no Brasil. A fabricante chinesa, reconhecida como a maior exportadora de caminhões leves da China, está em fase final de avaliação para iniciar operações diretas no país com uma nova linha de caminhões a diesel. A iniciativa representa uma mudança estratégica da empresa, que já atua no Brasil por meio do Grupo SHC desde 2011.

O objetivo da participação no congresso é estabelecer contato direto com grupos empresariais de concessionárias brasileiras. Caso seja confirmada, a nova operação será conduzida pela própria matriz chinesa, com estrutura própria no território nacional. A subsidiária deve focar em modelos de 9 a 25 toneladas de PBT, voltados exclusivamente à combustão.

Atualmente, a JAC Motors atua no Brasil com veículos elétricos — vans, utilitários, caminhões e picapes — comercializados com exclusividade pelo Grupo SHC. A marca responde por 50% dos emplacamentos de vans elétricas e 50% dos caminhões elétricos no país. A nova operação, porém, será independente do Grupo SHC e dedicada ao segmento de caminhões a diesel.

A escolha pelo nicho de combustão está alinhada à projeção de crescimento do mercado brasileiro de caminhões, que deve superar 100 mil unidades comercializadas em 2025. A avaliação da montadora é de que há espaço para expansão, especialmente com a introdução de modelos médios e pesados. A instalação da subsidiária está condicionada à viabilidade comercial e à articulação com grupos de concessionárias.

A participação no Congresso Fenabrave é vista como etapa decisiva para o projeto. A empresa busca compreender as dinâmicas locais e estabelecer parcerias estratégicas que viabilizem sua entrada no mercado. A definição sobre o início das operações deve ocorrer nos próximos meses, conforme o avanço das negociações.

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