O Kremlin anunciou nesta sexta-feira, 30, que o presidente Vladimir Putin concordou em suspender os ataques aéreos contra Kiev até o dia 1º de fevereiro. A decisão atende a um pedido direto feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, a medida visa criar condições favoráveis para o avanço das negociações de paz. O anúncio ocorre após Trump mencionar, na última quinta-feira, que uma trégua de uma semana estaria em curso.
Embora o governo americano tenha citado o frio rigoroso como um dos motivos para a pausa, o Kremlin não confirmou o fator climático. O foco oficial de Moscou, no momento, é a resposta diplomática ao apelo feito pela Casa Branca.
Ainda há incerteza se a suspensão dos bombardeios se limita exclusivamente à capital ucraniana ou se abrange todo o território nacional. Kiev sofre com a falta de energia e aquecimento em centenas de prédios após ataques recentes à infraestrutura.
O governo da Ucrânia sinalizou que está disposto a retribuir a medida caso a Rússia desista definitivamente de atacar a rede energética do país. O conflito, iniciado em fevereiro de 2022, vive um momento de intensa pressão diplomática internacional.
Especialistas veem o movimento como um teste para a influência da nova gestão americana na resolução do embate no Leste Europeu. A comunidade internacional aguarda o cumprimento do prazo para avaliar a viabilidade de um cessar-fogo duradouro.










































