A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu nesta sexta-feira (16) uma série de alertas urgentes para companhias aéreas que operam na América Central e parte da América do Sul. O órgão recomenda cautela extrema devido ao risco de atividades militares e interferências no sistema de GPS.
Os avisos abrangem o espaço aéreo do México, Equador, Colômbia e trechos do Oceano Pacífico. Segundo a FAA, as medidas de segurança terão validade inicial de 60 dias, refletindo o aumento das tensões diplomáticas e militares na região após operações recentes conduzidas pelos Estados Unidos.
O cenário de instabilidade escalou após intervenções militares no Caribe e na Venezuela, além de declarações recentes do governo americano sobre possíveis ataques a cartéis de drogas no México. O alerta visa evitar incidentes graves envolvendo aeronaves comerciais em áreas de movimentação de tropas e caças.
A preocupação com a segurança aumentou após um incidente recente envolvendo um jato de passageiros da JetBlue. A aeronave, que partiu de Curaçao, precisou realizar manobras evasivas para evitar uma colisão com um avião-tanque da Força Aérea americana que voava sem o transponder ligado.
Com as novas restrições e alertas, centenas de rotas aéreas podem sofrer alterações ou cancelamentos nas próximas semanas. A FAA mantém coordenação direta com os militares para monitorar o tráfego aéreo e garantir a integridade dos passageiros que utilizam corredores internacionais na região.










































