Preservação dos igarapés é essencial para Porto Velho

Plano Diretor de Porto Velho prevê proteção de nascentes e cursos d’água; conservação da mata ciliar e descarte correto de resíduos ajudam a reduzir impactos ambientais.

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Preservação dos igarapés é essencial para Porto Velho
Fotos: Emily Costa

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Os igarapés de Porto Velho fazem parte da história e da paisagem da capital de Rondônia e desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental. Para contribuir com a preservação desses ambientes, a Prefeitura orienta a população a evitar o descarte irregular de resíduos, conservar a vegetação nas margens e respeitar as áreas próximas aos cursos d’água.

A proteção dos igarapés também está relacionada ao planejamento urbano. O Plano Diretor Participativo de Porto Velho (PDPM) estabelece diretrizes para proteger nascentes, preservar e recuperar esses ambientes, integrando a conservação dos recursos naturais à organização do território e à qualidade de vida da população.

Mata ciliar protege o solo e os cursos d’água

A vegetação nativa nas margens dos igarapés, conhecida como mata ciliar, ajuda a estabilizar o solo, reduzir a erosão e preservar as condições naturais dos cursos d’água.

Quando essa cobertura vegetal é removida, o terreno pode ficar mais vulnerável à erosão e sofrer alterações na infiltração da água e no escoamento superficial. A ocupação inadequada das áreas próximas aos igarapés também pode comprometer o funcionamento natural desses ambientes.

Para enfrentar esses impactos, o Plano Diretor prevê medidas relacionadas à recomposição da mata ciliar, à ampliação das áreas verdes, à arborização urbana e à manutenção da permeabilidade do solo.

Essas ações integram a conservação ambiental às decisões sobre o crescimento da cidade, considerando a importância dos recursos hídricos e das áreas verdes para o território urbano.

Descarte irregular de lixo ameaça os igarapés

O lixo descartado em ruas, terrenos baldios e áreas verdes pode ser levado pela chuva até os igarapés. O descarte direto nos cursos d’água também contribui para a poluição e pode dificultar o escoamento.

Em Porto Velho, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) atua na fiscalização e na orientação sobre questões ambientais. A Prefeitura também destaca a responsabilidade dos moradores na destinação adequada dos resíduos.

Evitar jogar lixo em vias públicas, terrenos e margens de igarapés ajuda a reduzir a chegada desses materiais aos cursos d’água. A medida também contribui para o funcionamento da drenagem urbana, especialmente durante períodos de chuva.

Planejamento urbano inclui a proteção dos recursos naturais

A preservação dos igarapés depende tanto das atitudes da população quanto das decisões sobre a ocupação do território. Considerar os cursos d’água no planejamento urbano permite incorporar suas características naturais às políticas de drenagem, áreas verdes e uso do solo.

A proposta é reconhecer os igarapés como parte da estrutura ambiental da cidade, e não apenas como espaços sujeitos à ocupação. A conservação desses locais está relacionada à proteção dos recursos naturais e à organização do crescimento urbano.

O prefeito Léo Moraes destacou a relação entre a preservação ambiental e a identidade da capital.

“Os igarapés fazem parte da história e da identidade de Porto Velho. Cuidar desses espaços é preservar a natureza, proteger a cidade e garantir que as próximas gerações também possam conviver com esses ambientes. Esse cuidado precisa estar presente tanto nas ações do poder público quanto nas atitudes de cada cidadão”, afirmou.

Educação urbana e participação da população

As orientações integram o Programa de Educação Urbana do Município, iniciativa da Prefeitura de Porto Velho realizada por meio da Secretaria Municipal de Economia (Semec), coordenada pelo Departamento de Implementação do Plano Diretor (Diplad), da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan/Semec).

O programa busca ampliar o acesso da população a informações sobre planejamento urbano, cidadania, organização territorial e desenvolvimento da cidade.

A conservação dos igarapés envolve medidas como preservar a vegetação das margens, dar destino adequado ao lixo e respeitar as áreas próximas aos cursos d’água. Essas práticas, associadas ao planejamento urbano, contribuem para proteger o patrimônio ambiental de Porto Velho.

Com informações de Emily Costa

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