Seleção de Ancelotti aposta em nomes com pouca rodagem

Oito convocados para a Copa do Mundo possuem menos de dez partidas pela Amarelinha; quatro atletas estrearam apenas este ano.

Fonte: Lincoln Chaves - Repórter da EBC - 20

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Seleção de Ancelotti aposta em nomes com pouca rodagem
© Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução

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  • A convocação de Carlo Ancelotti para a Copa de 2026 inclui oito jogadores com menos de dez jogos pela seleção principal.
  • Entre os novatos estão Léo Pereira, Danilo Santos, Rayan e Igor Thiago, que estrearam em amistosos contra França e Croácia em 2026.
  • O grupo repete histórico de apostas em jogadores pouco experientes, como em 1986 e 2002, buscando equilíbrio entre veteranos e emergentes.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ciclo para a Copa do Mundo de 2026 mostrou que a porta da seleção brasileira permanece aberta até os momentos finais. Na convocação do técnico Carlo Ancelotti para o Mundial nos Estados Unidos, México e Canadá, oito dos 26 atletas possuem menos de dez jogos vestindo a camisa da equipe principal. A marca reflete uma renovação expressiva no grupo, com quatro jogadores realizando sua estreia oficial apenas no primeiro semestre de 2026.

Renovação em campo

Os novos nomes que ganharam a confiança do treinador italiano incluem o zagueiro Léo Pereira, o meia Danilo Santos e os atacantes Rayan e Igor Thiago. O quarteto fez sua primeira aparição pela seleção durante os amistosos contra França e Croácia, realizados em março. Entre eles, Danilo Santos é o único que já havia sido chamado anteriormente, em 2022, mas sem ter entrado em campo.

Outros atletas consolidaram seu espaço após longos intervalos. O lateral Douglas Santos, que teve sua primeira chance em 2016, retornou ao grupo apenas sob o comando de Ancelotti, após nove anos de hiato, somando hoje sete jogos pelo Brasil. Já os zagueiros Bremer e Ibañez, que integravam o grupo de Tite em 2022, retomaram seu protagonismo após apresentações consistentes nos amistosos deste ano, consolidando-se como opções para o sistema defensivo.

Contexto histórico

A presença de jogadores com pouca experiência na seleção não é um fenômeno inédito, embora o volume atual seja um dos maiores desde 1986, quando Telê Santana convocou dez atletas com menos de dez jogos. A estratégia de apostar em talentos com rodagem internacional, mesmo sem histórico longo na Amarelinha, traz paralelos com as campanhas vitoriosas. Em 2002, por exemplo, nomes como Gilberto Silva e Kleberson chegaram ao Mundial com histórico curto, mas assumiram a titularidade e foram fundamentais para a conquista do pentacampeonato.

O volante Éderson, convocado para suprir a ausência de Wesley, completa a lista de atletas com pouca experiência, somando apenas três jogos pela equipe nacional. A expectativa é que essa mescla entre veteranos e nomes em ascensão ofereça o equilíbrio necessário para a busca pelo título em território norte-americano, em um grupo que Ancelotti moldou observando o desempenho recente dos atletas em seus clubes e nas poucas, porém decisivas, chances com a camisa verde e amarela.

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