Copa do Mundo enfrenta risco de calor extremo e tempestades

Torneio, que começa nesta quinta-feira (11), terá partidas sob condições climáticas adversas em cidades dos EUA, Canadá e México.

Fonte: Angelica Medina e Janina Nuno Rios - 20

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Copa do Mundo enfrenta risco de calor extremo e tempestades
© Reuters/Daniel Cole/Proibida reprodução

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A Copa do Mundo de 2026 terá início nesta quinta-feira (11) sob alerta de meteorologistas e cientistas do esporte. O verão na América do Norte traz desafios como calor extremo, alta umidade e tempestades repentinas, fatores que ameaçam a integridade física dos atletas e a fluidez das partidas. As previsões apontam temperaturas acima da média em diversas sedes e uma umidade elevada vinda do Golfo do México, cenário que pode levar ao adiamento de confrontos.

Riscos ao desempenho físico

Especialistas em fisiologia ambiental destacam que o corpo humano sofre para se resfriar quando a temperatura de bulbo úmido que combina calor, umidade e vento ultrapassa limites de segurança. O professor Chris Minson, da Universidade de Oregon, explica que 75 por cento da energia gerada pelo corpo durante o exercício transforma-se em calor interno. Com a umidade alta, o suor perde a capacidade de evaporação, dificultando a regulação térmica dos jogadores. Cidades como Miami, Houston, Dallas e Monterrey figuram entre as mais preocupantes nesse aspecto.

Mudanças climáticas e lentidão

Uma pesquisa da Climate Central indica que as mudanças climáticas elevaram a probabilidade de temperaturas prejudiciais em 97 das 104 partidas do torneio. O impacto é direto na dinâmica do futebol: o professor Ryan Calsbeek, do Dartmouth College, afirma que o estresse térmico força a redução do ritmo das partidas. Para manter o esforço por 90 minutos, atletas tendem a sacrificar a potência explosiva, resultando em jogos mais lentos e com maior tempo de recuperação entre as ações.

Probabilidade de altas temperaturas

O estudo aponta que quase metade dos jogos do torneio possui pelo menos 50 por cento de chance de ocorrer sob temperaturas superiores a 28 graus Celsius. Esse patamar é considerado crítico para a queda na velocidade e na distância percorrida pelos jogadores. A análise destaca ainda partidas específicas, como Uruguai e Espanha em Guadalajara, onde a influência das mudanças climáticas eleva significativamente o risco de condições térmicas extremas, desafiando o planejamento das seleções para o torneio.

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