O Comitê Olímpico Internacional avalia mudar o calendário oficial das Olimpíadas de Inverno de fevereiro para janeiro. A medida busca encontrar temperaturas mais baixas e maior acúmulo de neve, diante dos impactos severos das mudanças climáticas.
A alteração também beneficiaria as Paralimpíadas de Inverno, que passariam de março para fevereiro. Atualmente, a competição paralímpica sofre com o sol forte do fim do primeiro trimestre, que derrete rapidamente as pistas e prejudica o desempenho dos atletas.
De acordo com estudos da entidade, até 2040 apenas dez países no mundo terão condições climáticas adequadas para sediar os esportes de neve. Em Pequim 2022, a organização precisou utilizar quase 100% de neve artificial para viabilizar as provas.
Além da mudança de data, o comitê discute incluir esportes de verão no programa de inverno para atrair público e patrocinadores. Modalidades como ciclismo e corrida de rua estão entre as opções avaliadas pelo grupo de trabalho da instituição.
A última vez que os Jogos começaram no primeiro mês do ano foi em 1964, na Áustria. Se aprovada, a nova estrutura poderá afetar o planejamento das edições de 2030, nos Alpes Franceses, e de 2034, na cidade norte-americana de Salt Lake City.
O cenário força a indústria de esportes na neve a se reinventar para sobreviver à escassez de água e ao calor crescente. O COI reforça que a revisão do tamanho e dos formatos dos Jogos é vital para manter a viabilidade econômica do evento.






































