Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em abril

IBGE aponta que aumento de 0,4 ponto percentual é resultado de sazonalidade após aquecimento do mercado de trabalho no final de 2025.

Fonte: Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil - 20

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Desemprego sobe para 5,8% no trimestre encerrado em abril
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,8% no trimestre móvel encerrado em abril de 2026, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa um avanço de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Apesar da alta trimestral, o indicador é inferior aos 6,6% registrados no mesmo período do ano passado, consolidando uma trajetória de melhora na comparação anual.

O contingente de pessoas em busca de trabalho chegou a 6,3 milhões, um acréscimo de 471 mil desocupados frente ao trimestre anterior. A população ocupada somou 102,3 milhões de brasileiros, registrando uma leve queda de 0,3% no trimestre, mas mantendo um desempenho positivo de 1,1% quando comparada ao mesmo período de 2025. O nível de ocupação atual é de 58,4%, demonstrando resiliência do mercado de trabalho brasileiro mesmo com a variação sazonal recente.

Análise de mercado e rendimento

Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o movimento atual é reflexo da dispensa de trabalhadores temporários no setor de comércio e serviços após o pico de contratações no final de 2025. “Houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, indicando que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”, explicou a coordenadora. O rendimento real habitual dos trabalhadores permaneceu estável em R$ 3.732, patamar que figura como um recorde na série histórica da pesquisa.

Outro indicador relevante é a taxa de informalidade, que atingiu 37,2% da população ocupada, o que corresponde a 38,1 milhões de trabalhadores. Este índice apresentou uma discreta redução em comparação aos 37,5% observados no trimestre encerrado em janeiro. Com a estabilidade na subutilização da força de trabalho em 13,8%, o cenário aponta para um mercado que, embora oscile devido a fatores sazonais, mantém níveis de ocupação superiores à média registrada em anos anteriores.

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