O Brasil registrou uma taxa de desocupação de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor índice já medido pela série histórica. Os dados oficiais foram divulgados nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado consolida um ano de crescimento no mercado de trabalho nacional. Em todo o ano de 2025, a taxa média de desocupação ficou em 5,6%, com o contingente de pessoas ocupadas chegando à marca de 103 milhões de brasileiros.
Além da queda no desemprego, o trabalhador brasileiro teve ganho no poder de compra. A renda média mensal atingiu R$ 3.560, o que representa um aumento real de 5,7% em comparação ao ano anterior, injetando mais recursos na economia.
O setor formal também celebrou números históricos com 38,9 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada. Esse avanço de 1 milhão de novos postos formais em um ano indica uma trajetória de estabilidade e garantias trabalhistas.
Segundo a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, a informalidade ainda é um fator estrutural relevante, atingindo 38,1%. O comércio e os serviços seguem como os principais motores da ocupação, embora dependam muito de vagas informais.
Para efeito de comparação histórica, o pior momento do mercado de trabalho ocorreu durante a pandemia, entre 2020 e 2021, quando o índice chegou a 14,9%. A recuperação atual reflete a retomada econômica e o aumento da confiança empresarial.
Os números da Pnad, que abrange todo o mercado, complementam os dados do Caged, que foca exclusivamente em empregos formais. Juntos, os indicadores mostram um cenário de pleno emprego técnico em diversas regiões do país.











































