Porto Velho prepara primeiro Colégio Cívico-Militar municipal

Nova unidade atenderá cerca de 300 estudantes dos anos iniciais em tempo integral, com gestão pedagógica da Semed e componente cívico-militar complementar.

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Porto Velho prepara primeiro Colégio Cívico-Militar municipal
Fotos: Erisson Soares / Eduardo Freitas

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Porto Velho prepara a implantação do primeiro Colégio Cívico-Militar da Rede Municipal de Ensino. A unidade será destinada aos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental e terá capacidade estimada para atender cerca de 300 alunos em tempo integral.

A definição do local onde a escola será implantada ocorrerá por meio de consulta pública, com participação da comunidade. O modelo foi planejado para combinar educação em tempo integral, formação cidadã, disciplina educativa, convivência e cultura de paz.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) continuará responsável por toda a gestão educacional e pedagógica da unidade. Isso inclui currículo, planejamento, metodologias de ensino, avaliações e elaboração e execução do Projeto Político-Pedagógico.

Como funcionará o Colégio Cívico-Militar

A proposta estabelece uma separação entre as atividades pedagógicas e o componente cívico-militar.

Os profissionais da educação serão responsáveis pela condução do processo de ensino e aprendizagem. Já os profissionais vinculados ao componente cívico-militar terão atuação complementar e não exercerão funções docentes.

De acordo com o projeto apresentado, esses profissionais não participarão da definição do currículo, das metodologias de ensino ou dos processos de avaliação dos estudantes.

A atuação complementar deverá contribuir para a organização da rotina escolar, formação cidadã, civismo, disciplina educativa, prevenção e mediação de conflitos e construção de um ambiente baseado no respeito e na convivência pacífica.

Semed ficará responsável pela gestão pedagógica

O secretário municipal de Educação, Giordani Lima, afirmou que o objetivo é manter a aprendizagem como centro da proposta.

Segundo ele, a Semed ficará responsável pela gestão pedagógica, pelo currículo e pelo trabalho educacional desenvolvido na unidade. O componente cívico-militar terá participação complementar, com foco em cidadania, respeito, organização, convivência e cultura de paz.

A implantação também deverá ser acompanhada de forma permanente. Entre os aspectos previstos para avaliação estão aprendizagem, frequência, permanência, fluxo escolar, convivência, ambiente escolar e participação das famílias.

A proposta é utilizar esses indicadores para avaliar os resultados e acompanhar o desenvolvimento dos estudantes ao longo da implantação do modelo.

Participação das famílias e comunidade

A implantação do primeiro Colégio Cívico-Militar municipal deverá seguir princípios de gestão democrática, inclusão, equidade, respeito à diversidade, direitos humanos, proteção integral das crianças e participação das famílias na vida escolar.

A escolha do local por meio de consulta pública também está prevista como forma de envolver a comunidade no processo de implantação da unidade.

A participação de profissionais ligados à segurança pública ocorrerá por meio de cooperação institucional. Esses profissionais continuarão vinculados aos respectivos órgãos de origem.

O que muda para os estudantes?

A principal característica do modelo será a oferta de ensino em tempo integral, combinada com uma proposta de formação cidadã e ações voltadas à organização da convivência escolar.

O currículo e as atividades pedagógicas permanecerão sob responsabilidade dos profissionais da educação da Semed. O componente cívico-militar, por sua vez, terá caráter complementar, sem interferência na autonomia pedagógica da escola.

Implantação será gradual

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, afirmou que a iniciativa amplia as possibilidades oferecidas pela rede municipal e busca atender às diferentes necessidades das famílias.

A implantação será gradual e contará com acompanhamento e avaliação contínuos. Os resultados de aprendizagem, frequência, permanência, fluxo escolar, convivência, ambiente escolar e participação das famílias estão entre os indicadores previstos para acompanhamento.

A definição do local da unidade ainda será realizada por meio de consulta pública. A partir da implantação, a experiência deverá ser monitorada para avaliar seus resultados educacionais e os impactos no ambiente escolar.

Com informações de Meiry Santos

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