BC reforça segurança em transferências internacionais

Banco Central cria novas regras para eFX, restringe operação a instituições autorizadas e amplia uso do serviço com mais transparência e controle.

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - 50

Publicado em

BC reforça segurança em transferências internacionais
foto - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

O Banco Central anunciou novas regras para aumentar a segurança nas transferências internacionais realizadas por meio do serviço eFX. A medida restringe a operação a instituições autorizadas e estabelece exigências de maior controle e transparência.

A decisão impacta diretamente o uso do eFX, sistema que permite pagamentos e envio de recursos para o exterior de forma simplificada. A partir das novas regras, apenas instituições autorizadas poderão executar o serviço de forma plena.

As empresas que ainda não possuem autorização poderão continuar operando, mas terão prazo até maio de 2027 para solicitar a regularização junto ao Banco Central. A medida busca organizar o setor e reduzir riscos operacionais.

Além disso, as instituições deverão enviar relatórios mensais detalhados ao órgão regulador e utilizar contas separadas para movimentação dos recursos dos clientes. O objetivo é garantir maior rastreabilidade e segurança nas transações.

As mudanças nas transferências internacionais foram baseadas em consulta pública realizada anteriormente e seguem padrões internacionais de regulação financeira, reforçando a integração do Brasil ao sistema global.

Apesar do reforço na fiscalização, o Banco Central também ampliou o uso do eFX. Agora, o serviço poderá ser utilizado em investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

O limite por operação permanece em US$ 10 mil, mantendo o foco em transações de menor valor e maior agilidade.

Criado em 2022, o eFX facilita operações como pagamento de compras no exterior, contratação de serviços internacionais e envio de dinheiro para outros países, sem a necessidade de contratos individuais para cada transação.

Com as novas regras, o Banco Central busca equilibrar expansão e segurança nas transferências internacionais, fortalecendo a confiança no sistema e reduzindo riscos para usuários e instituições.

O movimento acompanha o crescimento das transações digitais e a demanda por soluções mais rápidas e seguras para operações financeiras globais.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS