As contas externas brasileiras fecharam o ano de 2025 com um saldo negativo de US$ 68,791 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, 26 de janeiro. O valor é ligeiramente superior ao déficit registrado em 2024, mas mantém a mesma proporção em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), situando-se em 3,02%.
Segundo Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, o cenário das contas externas permanece sólido. Isso ocorre porque o déficit nas transações correntes foi totalmente coberto pelo Investimento Direto no País (IDP), que alcançou US$ 77,676 bilhões. O IDP é considerado um financiamento de alta qualidade, pois foca no setor produtivo e em projetos de longo prazo.
A balança comercial teve um desempenho recorde em 2025, com exportações totalizando US$ 350,9 bilhões e importações de US$ 290,9 bilhões. Apesar do volume histórico, o superávit comercial sofreu uma redução de 8,9% em comparação ao ano anterior, fechando em US$ 59,9 bilhões. Outro destaque positivo foi o gasto de turistas estrangeiros no Brasil, que atingiu o recorde da série histórica iniciada em 1995.
A conta de serviços apresentou uma melhora, influenciada pela nova legislação das casas de apostas online (bets). Desde janeiro de 2025, essas empresas passaram a ser residentes no Brasil, o que retirou as transações de apostas do balanço de pagamentos externo. Por outro lado, as despesas com viagens internacionais de brasileiros no exterior subiram, resultando em um déficit de US$ 13,8 bilhões nessa categoria.
As reservas internacionais do Brasil também apresentaram crescimento, encerrando o ano de 2025 em US$ 358,2 bilhões, contra US$ 329,7 bilhões no final de 2024. Para o Banco Central, a combinação de IDP elevado, balança comercial superavitária e reservas robustas reafirma a estabilidade do setor externo brasileiro diante da economia global.









































