As exibições do vídeo-arte Ibiã e o Boto vêm se consolidando como um importante marco para o fortalecimento do cinema produzido em Rondônia. A obra, inspirada nas lendas do Rio Jamari, proporciona ao público uma experiência sensível, poética e profundamente conectada com a identidade amazônica.
Com uma narrativa que mistura realidade e encantamento, o filme acompanha a trajetória de Ibiã, um jovem que sonha em romper com as limitações da vida na roça e buscar novos caminhos. Ao se deparar com a figura mítica do boto, símbolo marcante do imaginário popular da região Norte, o personagem mergulha em uma jornada de liberdade, autoconhecimento e pertencimento.
O projeto foi contemplado pelo Edital 01/2024 Bolsas para Artes em Vídeo, da Lei Paulo Gustavo, um dos principais mecanismos de incentivo ao audiovisual no país. A iniciativa tem possibilitado que produções regionais ganhem visibilidade e alcancem diferentes públicos, fortalecendo a cultura local.

As sessões têm despertado forte identificação do público, especialmente por valorizar elementos da cultura amazônica, como as histórias ribeirinhas, a relação com a natureza e a força das tradições orais. Além disso, a obra se destaca pela estética visual marcante, trilha sonora envolvente e construção sensível dos personagens, criando uma atmosfera que transita entre o real e o fantástico.
Dirigido por Fabiano Barros e João Leão, o vídeo-arte reforça o potencial criativo do audiovisual independente em Rondônia. A produção reúne uma equipe comprometida com a valorização das narrativas locais e com a construção de uma linguagem artística autêntica.
Mais do que uma obra cinematográfica, Ibiã e o Boto se apresenta como um convite à reflexão sobre identidade, cultura e pertencimento, promovendo um diálogo entre tradição e contemporaneidade.
A realização do projeto contou com incentivo da Lei Paulo Gustavo e, em Rondônia, foi executada por meio da SEJUCEL, contribuindo diretamente para o fortalecimento da produção cultural no estado.





































