A confirmação de um caso de sarampo em uma bebê de apenas 6 meses, em São Paulo, reacendeu o debate sobre a “imunidade de rebanho”. Como a primeira dose da vacina tríplice viral só é aplicada aos 12 meses pelo SUS, bebês mais novos dependem exclusivamente da barreira sanitária criada pela vacinação de crianças mais velhas e adultos. No caso em questão, a infecção ocorreu após uma viagem à Bolívia, país que enfrenta surtos da doença desde o ano passado.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, alerta que a vacina do sarampo é “esterilizante”, ou seja, além de proteger o indivíduo, impede que ele transmita o vírus. No entanto, os dados de 2025 mostram um cenário de risco: embora 92,5% dos bebês tenham recebido a primeira dose, apenas 77,9% completaram o esquema vacinal com a segunda dose na idade correta.
O Perigo nas Américas e as Sequelas da Doença
A situação epidemiológica no continente é considerada alarmante. Somente nos dois primeiros meses de 2026, as Américas registraram 7.145 infecções quase metade de todo o volume de 2025. Países como México, Estados Unidos e Guatemala lideram as estatísticas. Kfouri reforça que o sarampo não é uma “doença inofensiva”, podendo evoluir para pneumonia, encefalite e óbito. Além disso, o vírus causa uma imunossupressão que deixa o organismo vulnerável a outras doenças graves por até seis meses após a cura.
Como se proteger (Calendário de Vacinação)
Para garantir a erradicação, é necessário que a população mantenha sua caderneta atualizada. Confira as recomendações do Ministério da Saúde:
Bebês: 1ª dose aos 12 meses (Tríplice Viral); 2ª dose aos 15 meses (Tetra Viral).
5 a 29 anos: Duas doses com intervalo de 30 dias (caso não tenha comprovante).
30 a 59 anos: Uma dose única (caso não tenha comprovante).
Contraindicações: Gestantes e pessoas imunocomprometidas não devem tomar a vacina, dependendo justamente da proteção coletiva.








































