O sistema público de saúde de Rondônia enfrenta uma grave crise. A empresa INSTRUAUD – Sistema Integrado de Cuidados e Administração de Serviços em Saúde EIRELI – EPP, responsável por parte do transporte inter-hospitalar de pacientes graves, anunciou a suspensão temporária de suas atividades operacionais a partir da meia-noite desta sexta-feira (31/10/2025).
A decisão foi comunicada oficialmente por meio do Ofício nº 064/2025, que relata atrasos de mais de três meses nos pagamentos de serviços já executados e atestados pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAU/RO). Segundo o documento, permanecem em aberto os meses de julho, agosto e setembro, e outubro está prestes a somar mais uma parcela em atraso, inviabilizando a continuidade dos atendimentos.
De acordo com a diretora técnica e administrativa da empresa, Carla Ferreira Gomes Macedo, a situação financeira tornou-se insustentável, comprometendo a prestação de serviços em unidades hospitalares estratégicas como o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HB), o Hospital João Paulo II (JPII), o SAMD, o AMI, além dos hospitais de Extrema e São Francisco do Guaporé.
A gestora destacou que a suspensão não implica em rescisão de contratos trabalhistas, mas que medidas administrativas estão sendo adotadas para preservar os direitos dos colaboradores e manter a regularidade das obrigações legais.
Apesar da paralisação, a INSTRUAUD informou que continuará executando apenas os serviços vinculados ao contrato nº 1002/2022, que ainda está vigente. No entanto, os demais atendimentos e transportes de emergência serão interrompidos até que o Governo do Estado de Rondônia regularize os pagamentos.
O impasse agrava o quadro de colapso na saúde pública, uma vez que o transporte de pacientes críticos é essencial para o funcionamento da rede hospitalar. Sem esses serviços, há risco de interrupção nas remoções de urgência e emergência, afetando diretamente o atendimento à população em várias regiões do estado.
A equipe do News Rondônia entrou em contato com a Secretaria Estadual de Saúde (SESAU/RO), que informou em nota que não se trata de um problema orçamentário. Segundo o órgão, o caso “refere-se a um processo precário que está em reconhecimento de dívida e tem um rito processual diferente da ordem normal, mas será pago assim que for liberado pelos órgãos de controle interno”.







































