Alckmin rechaça tarifas dos EUA e defende soberania do Pix

Vice-presidente classifica medida americana como "injusta", reforça desequilíbrio comercial favorável aos EUA e critica sabotadores internos.

Fonte: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil - 20

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Alckmin rechaça tarifas dos EUA e defende soberania do Pix
© Cadu Gomes/VPR

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, classificou nesta terça-feira (2) como “extremamente injusta” e “totalmente descabida” a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Alckmin afirmou que o governo brasileiro atuará intensamente para reverter a recomendação antes da formalização pelo presidente Donald Trump, prevista para 15 de julho.

Pix e soberania nacional

Alckmin foi enfático ao defender o Pix, afirmando que o sistema de pagamentos instantâneos está fora de qualquer negociação comercial com os Estados Unidos. “O Pix é um patrimônio nacional, uma conquista do povo brasileiro. Não tem a menor lógica entrar nisso porque ele não prejudica ninguém”, pontuou o vice-presidente, destacando que a ferramenta é um exemplo de tecnologia a serviço da sociedade e da economia.

Rebate a argumentos de Washington

O vice-presidente contestou a tese de desequilíbrio comercial levantada pelos EUA, apresentando números que demonstram o cenário oposto:

Superávit americano: A balança de produtos e serviços entre os dois países gerou um saldo positivo de 40 bilhões de dólares para os Estados Unidos no ano passado.

Abertura comercial: O Brasil aplica tarifa média de apenas 3,1% sobre importações norte-americanas, sendo que oito dos dez principais produtos dos EUA entram no país com alíquota zero.

Protecionismo: Alckmin criticou a política comercial americana, citando o caso do açúcar brasileiro, que enfrenta uma sobretaxa equivalente a 80% de tarifa sobre o excedente da cota estabelecida.

Meio ambiente: Quanto às críticas sobre desmatamento, o vice-presidente lembrou que o Brasil registra a maior queda na devastação dos biomas dos últimos sete anos, com redução superior a 50% na Amazônia, mantendo o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2030.

Combate a sabotadores

Alckmin também denunciou a ação de “falsos patriotas” e “sabotadores” internos. Segundo o vice-presidente, esses atores tentam prejudicar os interesses do país e a economia nacional por interesses eleitorais e pessoais, interferindo negativamente em um momento crucial de negociações diplomáticas.

O governo brasileiro agora aposta na intensificação do diálogo técnico. Ministros de Estado devem se reunir com o representante de Comércio dos EUA, embaixador Jamieson Greer, durante o encontro ministerial da OCDE em Paris, nesta quarta-feira (3), para buscar uma solução que evite a taxação.

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