O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu agenda diplomática e religiosa nesta quinta-feira, 26, ao receber líderes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Palácio do Planalto. A comitiva contou com a presença do apóstolo Ulisses Soares, autoridade máxima da organização no Brasil, além de figuras políticas e religiosas dos Estados Unidos, como o ex-governador de Utah, Michael Leavitt, e o ex-senador Gordon Smith. O encontro, acompanhado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, focou no fortalecimento dos laços institucionais e na cooperação em projetos sociais.
Durante a reunião, os líderes apresentaram o balanço das ações missionárias e humanitárias desenvolvidas pela igreja em solo brasileiro. Um dos pontos centrais foi a oferta de auxílio para a Zona da Mata mineira, região que enfrenta uma crise severa devido às tempestades. O grupo relembrou a mobilização realizada durante as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, e colocou sua estrutura logística e de voluntariado à disposição do governo federal para socorrer as famílias desabrigadas em Minas Gerais.
Reconhecimento da liberdade religiosa
Os representantes da igreja, cuja sede mundial fica em Salt Lake City, agradeceram a Lula pela sanção da Lei de Liberdade Religiosa em 2003, marco legal que consolidou o Brasil como referência global na proteção ao culto. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), os apóstolos elogiaram a postura do país em garantir a diversidade de crenças e a autonomia das organizações religiosas, destacando que o ambiente institucional brasileiro favorece o crescimento de iniciativas que unem fé e bem-estar social.
Cooperação cultural e musical
Além da pauta humanitária, o encontro discutiu a relevância do Coro e Orquestra do Tabernáculo, presidido por Michael Leavitt. O grupo musical é um dos mais prestigiados do mundo e símbolo da tradição artística da denominação. A visita reforça a estratégia do governo de dialogar com diferentes segmentos religiosos e internacionais, buscando parcerias que possam atenuar os impactos de eventos climáticos extremos por meio da rede de solidariedade mantida por essas instituições.










































