O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira, 24, em Seul, que o governo brasileiro está disposto a empenhar esforços totais para levar à prisão os grandes líderes do narcotráfico e da corrupção. A declaração ocorreu durante o encerramento de sua visita oficial à Coreia do Sul. Lula antecipou que o combate ao crime organizado será um dos pilares de sua reunião com o presidente americano Donald Trump, prevista para março em Washington, e prometeu levar uma comitiva técnica de inteligência para fortalecer a cooperação bilateral.
Segundo o presidente, o Brasil oferecerá a expertise da Polícia Federal para atuar como parceiro de “primeira hora” dos Estados Unidos no enfrentamento ao tráfico internacional de armas e drogas. Lula ressaltou que, se houver vontade política mútua, os dois países podem desmantelar as estruturas financeiras que sustentam os “magnatas” do crime. A pauta do encontro nos EUA ainda está em construção, mas deve equilibrar interesses de segurança pública com a defesa da democracia e do multilateralismo.
Acordos com Coreia do Sul e Índia
Além da segurança, a agenda econômica foi destaque no giro asiático. Lula anunciou a retomada das negociações para o acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, que estavam paralisadas desde 2021. O presidente brasileiro manifestou interesse em concluir as tratativas ainda em 2026, visando fortalecer o bloco sul-americano frente às tendências globais de unilateralismo. De forma semelhante, o Brasil busca ampliar o acordo de comércio preferencial com a Índia, caminhando em direção ao livre comércio entre os mercados.
Escala nos Emirados Árabes e retorno
Antes de retornar ao Brasil, a comitiva presidencial faz uma parada em Abu Dhabi para uma reunião de trabalho com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Questionado sobre as recentes tensões entre EUA e Irã, Lula evitou se posicionar como mediador de conflitos bélicos, focando na pauta de investimentos e parcerias comerciais. “Não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz e desenvolvimento”, declarou o presidente.
A comitiva presidencial deve desembarcar em Brasília na madrugada desta quarta-feira. Após o retorno, a equipe ministerial deve acelerar os preparativos para a visita de Estado aos Estados Unidos, consolidando os dados técnicos da Polícia Federal e da Receita Federal que serão apresentados à administração Trump para a nova fase de cooperação em segurança nas fronteiras.






































