O governo federal estuda enviar ao Congresso Nacional um projeto para agilizar a aprovação do fim da escala 6×1. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou nesta quarta-feira que a medida é essencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.
Segundo a ministra, após garantir o aumento real do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais, o foco agora é o descanso do trabalhador. A avaliação é que um único dia de folga semanal é insuficiente para as demandas pessoais.
A proposta de alteração na jornada de trabalho ganha força com a retomada das atividades legislativas em 2 de fevereiro. O governo acredita que o forte apoio popular ao tema sensibilizará parlamentares de diferentes espectros políticos para uma votação célere.
Além da questão trabalhista, a pauta do Executivo para 2026 inclui a regulamentação do trabalho por aplicativos e o acordo Mercosul-União Europeia. Outro ponto sensível é a manutenção do veto ao projeto que reduz penas para condenados pelos atos antidemocráticos.
No campo econômico e político, a ministra também defendeu a transparência do governo em relação ao caso do Banco Master. Ela afirmou que as investigações de fraudes financeiras, que podem chegar a 17 bilhões de reais, seguem com rigor técnico e independência.
Gleisi refutou tentativas da oposição de ligar o governo a irregularidades no banco liquidado. Ela lembrou que foi na atual gestão que as operações da Polícia Federal avançaram, resultando em prisões e no bloqueio de negócios suspeitos com bancos públicos estaduais.
Sobre o Orçamento de 2026, o governo confirmou a pacificação em torno das emendas parlamentares, que somam 61 bilhões de reais. A estratégia é antecipar 65% desses pagamentos até julho, garantindo a execução de políticas públicas nos municípios brasileiros.










































