O deputado estadual Alex Redano (Republicanos) protocolou uma indicação ao Governo de Rondônia para a instalação de lavanderias industriais em Porto Velho, especificamente dentro das unidades do sistema penitenciário. A proposta busca padronizar as condições de higiene e mitigar riscos sanitários em ambientes de alta densidade populacional.
A iniciativa toma como base os resultados positivos alcançados na Penitenciária Milton Soares de Carvalho. No local, o projeto pioneiro já demonstrou eficácia na redução de doenças dermatológicas e infecções entre os reeducandos e servidores, servindo de modelo para a nova solicitação parlamentar.
Saúde pública e prevenção de doenças
Para Alex Redano, a implantação de lavanderias ultrapassa a questão carcerária, sendo uma medida de proteção à saúde de toda a sociedade. O parlamentar ressalta que enfermidades originadas pela falta de higiene nos presídios podem transpor os muros através de visitas e profissionais que circulam nas unidades.
A correta higienização de uniformes, roupas de cama e banho é fundamental para o controle de patógenos. Com a estrutura industrial, o Estado garante processos térmicos e químicos de lavagem que as lavagens manuais não alcançam, assegurando um ambiente mais salubre para o cumprimento da pena.
Ressocialização e o Projeto “Mãos Limpas”
O sucesso do modelo atual deve-se também ao uso da mão de obra reeducanda. A proposta de expansão das lavanderias industriais em Porto Velho prevê que os próprios internos operem os equipamentos, promovendo:
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Capacitação Profissional: Aprendizado de operação de máquinas industriais e gestão de estoque;
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Remição de Pena: Direito garantido pelo trabalho, auxiliando na redução do tempo de cárcere;
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Disciplina e Autoestima: Fortalecimento do senso de responsabilidade e produtividade.
Fortalecimento da política de reintegração social
Ao encaminhar a demanda à Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Redano enfatizou que a dignidade humana deve ser preservada como pilar da recuperação do indivíduo. A infraestrutura adequada permite que o sistema prisional cumpra seu papel de reabilitador, devolvendo à sociedade cidadãos mais preparados.
O investimento é visto como uma estratégia econômica a longo prazo, pois reduz gastos com tratamentos médicos e medicamentos para a população carcerária. A expectativa é que o Governo analise a viabilidade técnica para iniciar a expansão do projeto ainda no primeiro semestre deste ano.








































