O governo federal e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados iniciaram, nesta quinta-feira, uma série de atividades em Roraima para marcar os três anos da emergência humanitária na Terra Indígena Yanomami. Entre as ações principais, destaca-se a inauguração de uma unidade da agência internacional em Boa Vista.
O novo espaço funcionará dentro do Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana. O objetivo da iniciativa é fortalecer a proteção aos povos originários e também aos migrantes venezuelanos, integrando o atendimento do Estado brasileiro com o apoio de organismos como o Unicef e a Organização Internacional para as Migrações.
A agenda oficial prevê visitas técnicas a abrigos e pontos da Operação Acolhida nas cidades de Boa Vista e Pacaraima. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, os encontros com o sistema de justiça visam garantir a continuidade das políticas de assistência e segurança alimentar que foram intensificadas desde o decreto de 2023.
Nos últimos três anos, a Terra Indígena Yanomami foi palco de mais de 9 mil operações governamentais para a retirada de garimpeiros ilegais e fiscalização ambiental. O governo federal mantém uma estrutura interministerial no território para combater a crise de saúde pública e restaurar o controle territorial das comunidades indígenas.
A presença contínua das forças de segurança e das agências humanitárias é apontada pelo ministério como essencial para reverter o cenário de desassistência acumulado em períodos anteriores. As ações atuais buscam consolidar um modelo de acolhimento que respeite as especificidades culturais dos povos Yanomami e Ye’kwana.











































