Operação Fariseus mira família de missionários suspeita de apoiar facção criminosa

Grupo utilizava projeto religioso em presídios para transmitir recados e movimentar recursos financeiros do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Operação Fariseus mira família de missionários suspeita de apoiar facção criminosa

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Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso, denominada Operação Fariseus, desarticulou ontem um esquema criminoso que envolvia uma família de missionários no suporte ao Comando Vermelho. A missionária Rhavenna B. foi presa preventivamente, enquanto seus pais, os pastores Nivaldo A. e Orminda C., foram alvos de mandados de busca e apreensão. A investigação aponta que a família utilizava a fachada de um projeto religioso para realizar atividades ilícitas dentro de unidades prisionais.

A apuração da Polícia Civil indica que os investigados usavam o acesso facilitado a presídios, como a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, para atuar como elo entre lideranças da facção. O grupo é suspeito de transmitir mensagens, aproximar criminosos de seus familiares e movimentar dinheiro de origem ilícita. Entre as medidas judiciais autorizadas estão a quebra de sigilos bancário e telefônico, além da proibição do acesso dos suspeitos a unidades prisionais para ações religiosas.

A relação da família com a organização criminosa extrapolou o ambiente prisional. Segundo os investigadores, os membros do grupo realizavam viagens frequentes a comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Provas obtidas pela polícia incluem fotografias e vídeos dos investigados posando ao lado de armas de grosso calibre, como fuzis e pistolas.

O material também aponta que crianças foram fotografadas portando armamento, e que os envolvidos participavam de videochamadas com líderes foragidos. Em um dos diálogos interceptados, há indícios de que o grupo teria solicitado punições internas o chamado “salve” contra terceiros.

A Polícia Civil identificou que a família recebia valores de integrantes da facção, utilizando contas de terceiros e transferências fracionadas para ocultar a origem do dinheiro. Os recursos, conforme os registros, teriam sido destinados a custos de vida, procedimentos estéticos e compra de veículos. Rhavenna B. é apontada como a peça-chave do esquema, utilizando a estrutura familiar para fornecer suporte operacional e logístico aos detentos e foragidos. A defesa da investigada informou que não se manifestará neste momento.

 

Com informações de G1/MT

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