Paciente com necrose profunda aguarda cirurgia e família denuncia negligência em Hospital de Porto Velho

Mãe relata suspeita de transfobia e afirma que filha pode receber alta mesmo com necrose profunda.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Paciente com necrose profunda aguarda cirurgia e família denuncia negligência em Hospital de Porto Velho

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Na tarde desta terça-feira (14), a mãe de uma paciente internada no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro (HB), em Porto Velho, procurou a imprensa para denunciar o que considera falhas graves no atendimento prestado à filha.

Segundo a familiar, a paciente enfrenta complicações provocadas pela aplicação de silicone industrial e permanece hospitalizada com fortes dores, aguardando definição sobre o tratamento definitivo.

De acordo com a mãe, a paciente apresenta necrose profunda na região dos glúteos, quadro que, segundo ela, necessita de procedimento cirúrgico. No entanto, os médicos querem dar alta hospitalar para paciente, fazendo com a mãe ficasse totalmente indignada com a situação, devido, que uma paciente com anemia e necrose profunda necessita estar internada no hospital, e não ficar fazendo curativos em casa, como os médicos indicaram.

Paciente com necrose profunda aguarda cirurgia e família denuncia negligência em Hospital de Porto Velho

Mãe relata suspeita de transfobia durante atendimento

Além das críticas ao atendimento médico, a mãe também afirma que a filha estaria sofrendo tratamento discriminatório durante a internação. Segundo o relato, profissionais da unidade estariam tratando a paciente como se apresentasse um quadro psiquiátrico, o que, de acordo com a familiar, não corresponde à realidade clínica.

A mãe informou que a filha possui diagnóstico de autismo leve e nega que ela tenha qualquer transtorno psiquiátrico que justifique esse tipo de abordagem. Ainda conforme a denúncia, a família suspeita que a paciente esteja sendo vítima de transfobia durante o atendimento hospitalar.

Paciente apresenta anemia e aguarda cirurgia

Segundo a mãe, os médicos informaram que a paciente precisa primeiro tratar o quadro de anemia para, posteriormente, ser submetida ao procedimento cirúrgico de reconstrução.

Entretanto, a familiar afirma que, apesar dessa necessidade, a equipe estaria cogitando liberar a paciente para realizar curativos em casa, mesmo diante da gravidade da necrose. Para a mãe, a medida colocaria a saúde da filha em risco.

Prontuário aponta tratamento clínico

Conforme informações registradas no prontuário médico, a paciente apresenta quadro de sepse cutânea. Ainda de acordo com os registros, neste momento não existe indicação cirúrgica em razão do estado clínico, especialmente pela anemia e pelas condições atuais da lesão.

A conduta médica descrita no prontuário inclui:

realização de curativos;
acompanhamento especializado;
monitoramento da evolução clínica.

Áudio aumenta preocupação da família

A mãe também afirmou que recebeu um áudio enviado pela filha diretamente do hospital. Segundo o relato da familiar, a paciente chorava e dizia que teria ouvido de uma médica que “iria morrer em cima do leito”.

Hospital e Sesau têm espaço aberto

A reportagem mantém espaço aberto para manifestação da direção do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e da Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia (Sesau).

Caso os órgãos encaminhem posicionamento oficial, esta matéria será atualizada para garantir o contraditório e o pleno esclarecimento dos fatos.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que aconteceu com a paciente?

Ela está internada após complicações relacionadas à aplicação de silicone industrial e, segundo a família, apresenta necrose profunda, anemia e fortes dores.

O hospital confirmou negligência?

Não. Até o momento, não há manifestação oficial confirmando qualquer irregularidade no atendimento.

O que consta no prontuário médico?

Segundo os registros, a paciente apresenta sepse cutânea e, neste momento, não possui indicação cirúrgica devido ao quadro clínico, sendo submetida a tratamento com curativos e acompanhamento especializado.

A denúncia de transfobia foi confirmada?

Não. A alegação foi apresentada pela mãe da paciente e ainda não houve posicionamento oficial ou conclusão de investigação sobre o assunto.

O caso pode ser atualizado?

Sim. A reportagem permanece aberta para receber manifestações do Hospital de Base, da Sesau e de outras partes envolvidas.

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