Uma investigação da Polícia Civil de Vilhena, que resultou na prisão de um universitário por suspeita de estupro e tráfico de drogas, trouxe à tona conexões com uma tragédia ocorrida em agosto do ano passado. O jovem, cuja identidade é mantida em sigilo, é o mesmo que estava presente na residência onde a estudante de medicina Anna Gabriela Bach de Oliveira Kolling, de 22 anos, foi encontrada morta. Na ocasião, o rapaz foi ouvido apenas como testemunha, mas o novo pedido de prisão levanta questionamentos sobre a dinâmica das festas universitárias na cidade.
Vilhena, consolidada como polo de educação superior na divisa de Rondônia com Mato Grosso, atrai centenas de jovens que movimentam a economia e a vida noturna local. No entanto, investigações apontam que eventos em imóveis particulares têm se tornado pontos de consumo ostensivo de entorpecentes. O universitário detido nesta semana é apontado como um dos principais fornecedores de drogas para essas confraternizações, que agora estão sob a lupa das autoridades por suspeita de abusos sistemáticos.
A morte de Anna Gabriela, ex-moradora de Juína (MT), ocorreu no bairro Jardim das Oliveiras. Inicialmente tratada como suicídio por ingestão de medicamentos e álcool, a ocorrência ainda é objeto de inquérito. No Boletim de Ocorrência da época, o agora investigado por estupro declarou ter encontrado a jovem sem vida por volta das 05h00, ao entrar no quarto para buscar um celular que seria usado como controle remoto para a televisão.
O novo caso de estupro, que corre em segredo de Justiça, teria vitimado outra acadêmica de medicina. Rumores em redes sociais indicam que a jovem teria sido hospitalizada devido à gravidade da violência sofrida durante o ato forçado. A Polícia Civil não confirmou o estado de saúde da vítima, mas reiterou que a prisão do suspeito visa garantir a integridade das investigações e impedir a continuidade da venda de drogas no meio estudantil.
A repercussão do caso gerou uma onda de debates sobre a segurança de estudantes que residem sozinhos na cidade para cursar a graduação. O Conselho de Centros Acadêmicos de Vilhena ainda não se pronunciou oficialmente, mas grupos de apoio a mulheres na região já organizam manifestações pedindo celeridade no julgamento e maior rigor na fiscalização de eventos particulares que envolvem a comunidade universitária.









































