Na manhã de quarta-feira, 4, o gerente administrativo de uma empresa de Vilhena entrou em contato para revelar ter sido vítima de um novo e sofisticado golpe que vem sendo aplicado em todo o país. Ao mesmo tempo, o entrevistado fez um alerta sobre a habilidade e a frieza dos estelionatários para ludibriar as vítimas.
O denunciante disse que ao receber ligação proveniente do mesmo número da agência local do banco Bradesco, onde tem conta, passou a conversar com a suposta atendente, que se apresentou como “Juliana”. Ela demonstrou ter pleno acesso aos seus dados pessoais e bancários, citando inclusive o nome do gerente de sua conta.
Após informar que alguém havia feito uma conta suspeita em seu nome, no valor de R$ 895,00, “Juliana” ganhou a confiança do correntista a técnica de “ID Spoofing”, simulando uma ligação originada do telefone celular pessoal do gerente, que já estava salvo em sua agenda de contatos.
Induzido ao erro pela precisão dos dados (vazamento de sigilo bancário) e pela utilização dos canais oficiais de comunicação do banco (fixo da agência e celular do gerente), o cliente realizou uma transferência via pix no valor de R$ 4.800,00, acreditando tratar-se de um procedimento de estorno.
Ao desconfiar da situação, o correntista se dirigiu ao banco, e no caminho contestou o pix que havia acabado de fazer apenas 8 minutos antes. Como o denunciante agiu rápido, se o banco de destino não bloqueou o dinheiro, pode ter havido uma falha na comunicação entre as instituições financeiras, o que gera direito a indenização.
Já na agência bancária, a vítima formalizou o pedido para que os valores que saíram de sua conta fossem bloqueados. Também registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil de Vilhena, e agora, ele aguarda que o banco resolva a situação, mas já avisa que irá à justiça para reaver os valores caso não haja uma solução administrativa.










































