O rio Urupá já contabiliza duas vítimas fatais por afogamento nos primeiros dias deste ano. As tragédias ocorrem em um momento crítico, onde as fortes chuvas na região tornam as correntezas mais intensas e escondem perigos sob a superfície, como galhadas e bancos de areia movediços.
O primeiro caso vitimou o comerciante Valter Teixeira, no dia 16 de janeiro, no distrito de Tancredo Neves, em Alvorada do Oeste. Valter participava de uma pescaria com a família quando se afogou ao manusear uma tarrafa. O corpo do comerciante só foi localizado pelas equipes de resgate no dia seguinte.
A segunda ocorrência foi registrada no último domingo, na região de Ji-Paraná. Elivelton Castro de Oliveira, de 44 anos, desapareceu após mergulhar em um trecho do rio com presença de algas. Após intensas buscas, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo da vítima na segunda-feira.
Com a proximidade do fim do período de defeso, em março, a expectativa é de um aumento significativo no fluxo de pessoas nos rios Machado, Guaporé e São Miguel. As autoridades reforçam que o uso do colete salva-vidas é indispensável, mesmo para nadadores experientes, devido à imprevisibilidade dos rios amazônicos nesta época.
O Corpo de Bombeiros orienta que a população evite mergulhos em locais desconhecidos e não subestime a força da água. Em caso de emergência, a recomendação é não tentar o salvamento sem equipamento adequado e acionar imediatamente o socorro profissional pelo telefone 193.







































