Tinha 25 anos e se chamava João Paulo da Silveira o jovem que morreu após se jogar de uma caixa d’água localizada na praça Ângelo Spadari, na região central de Vilhena, na noite desta terça-feira, dia 30. A morte em Vilhena foi constatada por uma guarnição do Corpo de Bombeiros, acionada após o ocorrido.
Em contato telefônico com o FOLHA DO SUL ON LINE, um tio da vítima relatou que João Paulo era considerado um rapaz “normal” até os 19 ou 20 anos, quando passou a apresentar surtos psicóticos. Após o diagnóstico, ele iniciou acompanhamento médico e fazia uso de medicamentos controlados.
Segundo o familiar, pouco antes da morte em Vilhena, João Paulo havia ido com a mãe até a UPA em busca de atendimento. Ele passava por um processo de redução gradual da medicação, conhecida como “desmame”, e havia diminuído de 16 para 8 comprimidos diários no tratamento.
Apesar de apresentar melhora, o jovem teria sofrido novas alterações nos últimos cinco dias, voltando a ter surtos. O pai da vítima, que mora em um sítio próximo ao distrito de Padronal, no Mato Grosso, havia chegado a Vilhena pouco antes da tragédia.
Ainda conforme o relato, diante da demora no atendimento, João Paulo teve outro surto e fugiu da UPA, escapando do segurança e da própria mãe, que tentaram contê-lo. Ele percorreu cerca de 6 quilômetros até a caixa d’água, de onde se lançou, resultando na morte em Vilhena.










































