Justiça Federal torna réus 12 integrantes da Voepass por queda de avião em Vinhedo

Decisão acolhe denúncia do MPF sobre colapso na segurança operacional em tragédia que resultou na morte de 62 pessoas em 2024.

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Justiça Federal torna réus 12 integrantes da Voepass por queda de avião em Vinhedo
© Secretária de Segurança de São Paulo/Divulgação

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  • A Justiça Federal aceitou denúncia do MPF e tornou réus 12 integrantes e colaboradores da Voepass pelo acidente com o voo 2283 em Vinhedo (SP), em agosto de 2024, que resultou na morte de 62 pessoas.
  • Os réus, entre eles o presidente J. L. F. F., diretores, gestores e 2 funcionários operacionais, responderão por atentado contra a segurança do transporte aéreo e por provocar sinistro em transporte aéreo, com foco em suposta cultura corporativa que priorizava lucro sobre manutenção preventiva.
  • O inquérito e investigações do Cenipa apontaram decolagem do ATR 72-500 sem condições adequadas sob gelo severo, com sistema de degelo inoperante, manutenção insuficiente e alertas ignorados, enquanto 4 indiciados pela PF firmaram acordos de não persecução penal e a empresa e a defesa de J. L. F. F. afirmam colaborar e buscar provar inocência.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Justiça Federal aceitou a denúncia do MPF e tornou réus 12 integrantes e colaboradores da empresa aérea Voepass pelo acidente com o voo 2283, ocorrido em agosto de 2024 no município de Vinhedo, interior de São Paulo. A tragédia provocou a morte de 62 pessoas. Os acusados responderão na esfera criminal por atentado contra a segurança do transporte aéreo e por provocar sinistro em transporte aéreo.

A peça acusatória do MPF aponta que os crimes estão vinculados não apenas a falhas isoladas na data do voo, mas a uma cultura organizacional corporativa que priorizava o lucro e a economia de recursos em detrimento das rotinas de manutenção preventiva. Entre os réus do processo está o presidente da companhia, J. L. F. F., ao lado de diretores, gestores da alta administração e 2 funcionários operacionais.

Anteriormente, o relatório final elaborado pela Polícia Federal havia indicado 16 pessoas pelo desastre. No entanto, 4 dos alvos assinaram acordos de não persecução penal com o MPF, livrando-se da denúncia formal. O Inquérito revelou que o avião modelo ATR 72-500 decolou de Cascavel com destino a Guarulhos sem condições adequadas para voar em meio a alertas meteorológicos de gelo severo, operando com equipamentos de degelo inoperantes.

Investigações concluídas pelo Cenipa já haviam destacado a somatória de alertas ignorados, manutenções insuficientes e omissões no relato de problemas em voos anteriores. Em nota oficial, a assessoria da empresa aérea afirmou que continuará colaborando com o Poder Judiciário, reforçando que manteve a segurança como princípio fundamental em três décadas. A defesa de J. L. F. F. declarou que o executivo integrava apenas o conselho na época do acidente e que demonstrará sua inocência nos autos do processo.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quantos integrantes da Voepass se tornaram réus na Justiça Federal?
A Justiça tornou réus 12 integrantes da empresa, incluindo o presidente J. L. F. F. e diretores de gestão.

Por quais crimes os réus responderão perante o Poder Judiciário?
Os réus foram denunciados pelos crimes de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.

Por que 4 indiciados pela Polícia Federal não foram denunciados pelo MPF?
Os 4 indiciados celebraram acordos de não persecução penal junto ao MPF e não viraram réus no processo.

Quais foram os fatores técnicos apontados para a queda da aeronave?
A apuração apontou falhas no sistema de degelo, alertas meteorológicos ignorados, manutenção preventiva inadequada e inoperância de instrumentos sob gelo severo.

 

Com informações de Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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