Abin aponta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras deste ano

Relatório reservado enviado a órgãos federais destaca avanço da pressão norte-americana e busca por hegemonia na América Latina.

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Abin aponta risco de interferência dos EUA nas eleições brasileiras deste ano
© Reuters/Evelyn Hockstein/proibida reprodução

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A Abin elaborou um relatório reservado no qual aponta o risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento, encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao TSE e ao Ministério da Justiça, alerta para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o país. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela TV Brasil, da EBC.

De acordo com a inteligência brasileira, a possibilidade de ingerência externa é classificada com um alto nível de criticidade. O contexto aponta que a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina é prioridade no segundo mandato do presidente Donald Trump, com o objetivo principal de afastar rivais como a China de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região. A avaliação indica que as ações norte-americanas se intensificaram nos últimos meses, afetando o Brasil com medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.

Enquanto o governo brasileiro busca manter as boas relações diplomáticas e comerciais, o presidente Lula costuma ponderar que se dá muito bem com Trump, em uma relação marcada por episódios de imposição de tarifas, sanções e diálogos bilaterais para tentar conter os impactos nas negociações entre os dois países.

Perguntas Frequentes

Qual órgão elaborou o relatório sobre o risco de interferência nas eleições?
O documento foi elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência e enviado a órgãos federais no fim de agosto.

Quais são os principais objetivos dos Estados Unidos na América Latina, segundo o documento?
O foco é reafirmar a hegemonia regional e afastar rivais como a China de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas.

Para quais autoridades o relatório reservado foi encaminhado?
O relatório foi enviado à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Ministério da Justiça.

Como o governo brasileiro tem lidado com a pressão diplomática e comercial?
O governo busca manter o diálogo e as relações diplomáticas, tendo inclusive realizado reuniões e conversas telefônicas para negociar acordos e reverter medidas econômicas.

 

Com informações de Andreia Verdélio e Marcelo Brandão – Repórteres da Agência Brasil

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