Porto Velho capacita novas famílias para o Serviço Família Acolhedora

Formação prepara participantes para acolher temporariamente crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem, com foco em cuidado e proteção.

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Porto Velho capacita novas famílias para o Serviço Família Acolhedora
Fotos: Semias

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O Serviço Família Acolhedora (SAF), da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), concluiu uma nova etapa de capacitação para famílias interessadas em integrar a rede de acolhimento familiar de Porto Velho. A formação ocorreu entre os dias 8 e 11 de setembro e reuniu participantes em quatro encontros sobre os desafios e as responsabilidades do acolhimento.

A capacitação foi realizada no Auditório do SEST/SENAT, na Rua da Beira, nº 6.290, bairro Floresta. A atividade contou com o apoio da instituição, que disponibilizou o espaço para a realização do treinamento.

O objetivo é preparar as famílias para oferecer cuidado, proteção e vínculos seguros a crianças e adolescentes afastados temporariamente do convívio de suas famílias de origem.

O que foi abordado na capacitação

A programação tratou de temas relacionados ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), à Política Nacional de Assistência Social e à trajetória do acolhimento no Brasil, incluindo a transição do modelo institucional para a perspectiva do acolhimento familiar.

Também foram abordados assuntos como inclusão de crianças e adolescentes neurodivergentes ou com deficiência, desenvolvimento infantojuvenil, impactos do trauma, construção de vínculos seguros, aspectos do processo judicial e os momentos de chegada e despedida.

Experiências de famílias acolhedoras de Porto Velho também foram compartilhadas durante os encontros. Os relatos permitiram aos participantes conhecer desafios e aprendizados relacionados à experiência de acolher.

O serviço considera que acolher vai além de receber uma criança ou adolescente em casa. A proposta é oferecer segurança, cuidado, afeto e estabilidade durante um período de ruptura e transição, respeitando a história da criança ou adolescente, sua família de origem e o caráter temporário do acolhimento.

Famílias seguem para avaliação

Entre os participantes da formação estão Mauricélio Pereira de Souza e Alexandra de Freitas Pereira de Souza, ambos de 42 anos e moradores do bairro Ulisses Guimarães.

Mauricélio foi conselheiro municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente em 2013 e contou que, naquele período, começou a acompanhar as discussões sobre a implantação do Serviço Família Acolhedora no município.

Segundo ele, inicialmente havia dúvidas sobre a funcionalidade do serviço, mas a experiência ao longo dos anos mudou sua percepção. O casal pretende cumprir as próximas etapas enquanto avalia a possibilidade de se tornar uma família acolhedora.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância de ampliar o número de famílias preparadas para participar da política de proteção à infância e adolescência. Segundo ele, a medida amplia as possibilidades de que crianças e adolescentes vivenciem o período de proteção em ambiente familiar, com cuidado individualizado e vínculos seguros.

O secretário municipal de Inclusão e Assistência Social, Paulo Afonso, ressaltou a importância da integração entre poder público, famílias e instituições parceiras para fortalecer a rede de proteção.

Já a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Sefra Maria Barros, relacionou o fortalecimento do Serviço Família Acolhedora à garantia do direito à convivência familiar e comunitária.

Parceria com o SEST/SENAT

Além de apoiar a realização da capacitação, o SEST/SENAT é parceiro do Projeto Novos Caminhos, iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltada à preparação de adolescentes e jovens em situação de acolhimento institucional para a construção de uma vida adulta autônoma.

Por meio da parceria, são oferecidas oportunidades e serviços que contribuem para o desenvolvimento dos participantes, incluindo cursos profissionalizantes, atendimento odontológico, acompanhamento psicológico, fisioterapia e orientação nutricional.

A conclusão da capacitação representa o encerramento de uma etapa, mas as famílias participantes ainda seguem para as fases de avaliação e habilitação, conduzidas pela equipe técnica do Serviço Família Acolhedora.

Com informações de Adaides Batista/SFA

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