Rui Rodrigues relembra trajetória no futebol de Rondônia e jogos contra craques brasileiros

Ex-jogador recordou o início nas escolinhas de Porto Velho, passagens pelo Flamengo e Ferroviário, convocações para a seleção de Rondônia e confrontos marcantes.

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Rui Rodrigues relembra trajetória no futebol de Rondônia e jogos contra craques brasileiros

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O futebol acompanha Rui Rodrigues desde a infância. De uma escolinha mantida pela antiga estrutura municipal de esportes em Porto Velho aos campeonatos profissionais, o ex-jogador construiu uma trajetória marcada por dedicação, convocações para representar Rondônia e partidas contra nomes que entraram para a história do futebol brasileiro.

Atualmente servidor público federal, Rui relembrou a carreira durante entrevista e destacou momentos que ajudaram a formar sua relação com o esporte. Entre as lembranças estão a chegada a Porto Velho aos 11 anos, a perda do pai ainda na adolescência, a entrada precoce no futebol adulto e os jogos contra atletas como Bebeto, Roberto Dinamite e Zinho.
A história da gente é uma coisa que vem do coração, vem do amor”, afirmou Rui ao começar a retrospectiva sobre sua vida no futebol.

Futebol começou ainda na infância

Rui contou que chegou a Porto Velho aos 11 anos, vindo de Goiânia, onde já tinha contato com o futebol. Na capital rondoniense, passou pelas escolinhas da Semec e teve como referências professores como Valdir André e Luizinho Raposa.

Comecei nessa escolinha de futebol. Aí, dali em diante, fui crescendo”, recordou.

A evolução foi rápida. Aos 15 anos, Rui chegou ao juvenil do Ipiranga. Pouco depois, enfrentou um dos momentos mais difíceis da vida: a morte do pai quando tinha 16 anos.

Sem abandonar o esporte, encontrou no futebol uma maneira de seguir em frente.

O meu negócio era só futebol”, resumiu o ex-jogador ao falar daquele período.

Foi ainda adolescente que recebeu a oportunidade de atuar pelo Flamengo de Porto Velho. Segundo Rui, o futebol movimentava intensamente a capital naquela época, com partidas capazes de levar grande público aos estádios.

O estádio lotava. Naquele momento, era o amor”, relembrou.

Convocações para representar Rondônia

A juventude de Rui também foi marcada pelas convocações para defender Rondônia em competições entre seleções.

Segundo o próprio ex-atleta, foram seis participações em campeonatos brasileiros de seleções. Ele lembra que, naquela época, os jovens enfrentavam competições e adversários em um cenário diferente das atuais categorias de base.

Em uma dessas disputas, após a equipe de Rondônia vencer sua chave em Porto Velho, o grupo viajou para Curitiba. Foi lá que Rui encontrou jogadores da mesma geração que posteriormente alcançariam destaque mundial.

Lá em Curitiba, nós tivemos encontro com alguns jogadores […] era Taffarel, era Dunga. Nós jogávamos contra esses meninos”, contou.

A lembrança ganhou outro significado com o passar dos anos, quando aqueles adversários seguiram carreiras de projeção nacional e internacional.

Rui também guarda na memória a disciplina necessária para permanecer competitivo.

Eu sempre gostei de me dedicar ao futebol”, afirmou. “O futebol é muita história. Eu tenho muita história de futebol. Desde a minha vida toda, eu jogo futebol.”

Do Flamengo ao Ferroviário

A passagem pelo Flamengo de Porto Velho ocorreu quando Rui ainda era muito jovem. Ele relata que praticamente não teve uma longa transição pelas categorias juvenis antes de enfrentar jogadores mais experientes.

Por volta dos 16 para 17 anos, participou da Copa da Amazônia, inclusive com partidas em Roraima. Rui estima que permaneceu aproximadamente quatro ou cinco anos no Flamengo.

Outro personagem lembrado com carinho é Carlos Alberto, ligado ao Flamengo. Rui afirma que recebeu apoio dele justamente em uma fase difícil de sua vida.

Foi um pai para mim também. Foi no momento mais difícil da minha vida. Ele me apoiou, me abraçou, me ajudou”, declarou.

Posteriormente, Rui seguiu para o Ferroviário e acompanhou a transição entre fases do futebol amador e profissional em Rondônia. Segundo seu relato, permaneceu ligado ao clube até o início dos anos 1990 e depois continuou disputando campeonatos profissionais.

Partidas contra grandes nomes do futebol

Entre as histórias que Rui mais valoriza estão os confrontos contra jogadores reconhecidos nacionalmente.

Durante a entrevista, ele contou ter enfrentado equipes e atletas de destaque e citou nominalmente Bebeto, Roberto Dinamite e Zinho.

Eu tive o prazer de marcar Bebeto, Roberto Dinamite, jogar contra Zinho, jogar contra a seleção brasileira”, afirmou. Rui também recordou uma partida contra o Fluminense.

Para ele, essas experiências representam uma recompensa importante da carreira, mesmo sem ter alcançado a projeção nacional dos adversários que encontrou pelo caminho.

O ex-jogador atribui parte do desempenho à rotina de preparação e à resistência em aceitar uma posição de reserva.

Não gostava de ser reserva. E, para você não ser reserva, você tem que treinar. Tem que treinar, tem que trabalhar”, disse.

A mesma filosofia, segundo Rui, pode ser aplicada fora dos gramados.

Para você ser um bom funcionário, você tem que mostrar serviço”, acrescentou.

Convites e escolhas ao longo da carreira

A trajetória também teve oportunidades de deixar Rondônia.

Rui contou que, aos 17 anos, recebeu um convite relacionado ao futebol do Paraná. O desejo de seguir a carreira profissional existia, mas as responsabilidades familiares já faziam parte de sua vida.

Era o meu sonho ser jogador de futebol”, afirmou ao recordar o período.

As escolhas, dificuldades e oportunidades acabaram compondo uma carreira construída em diferentes fases do futebol rondoniense.

Décadas depois, Rui observa a própria história não apenas pelos campeonatos disputados, mas também pelas amizades e experiências acumuladas.

Sua trajetória ajuda a preservar a memória de um período em que os clubes locais movimentavam Porto Velho, os estádios recebiam grandes públicos e jogadores rondonienses buscavam espaço em competições dentro e fora do estado.

Para Rui Rodrigues, o princípio que orientou sua carreira permanece simples: dedicação e trabalho.

O segredo era treinar, trabalhar. E você tinha resultado”, resumiu.

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