Rua das Penhas transforma arte em defesa dos direitos das mulheres em Porto Velho

Intervenção promovida pelo MPRO em parceria com o Levante Feminista reúne artistas locais para celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha e ampliar a conscientização sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres.

Fonte: MPRO - 25

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Rua das Penhas transforma arte em defesa dos direitos das mulheres em Porto Velho
Foto - MPRO

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A Rua Jamari, em frente à sede do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em Porto Velho, ganhou novas cores e mensagens de conscientização com a intervenção artística Rua das Penhas. A ação, realizada em parceria com o Levante Feminista e outros coletivos, integra a programação dos 20 anos da Lei Maria da Penha e da campanha Agosto Lilás, transformando o espaço público em um símbolo de mobilização pelo enfrentamento à violência contra as mulheres.

Coordenada pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit), a iniciativa reuniu 13 artistas locais que produziram grafites e instalações com referências à proteção das mulheres, ao combate ao feminicídio, à igualdade de gênero e aos canais de denúncia disponíveis para vítimas de violência.

As obras foram distribuídas pelo asfalto, muros e áreas próximas à sede do MPRO, utilizando cores, símbolos e frases que incentivam a reflexão sobre os direitos das mulheres.

Entre as mensagens destacadas estão “Nós queremos todas vivas”, “Somos todas Marias” e “Dignidade não se negocia”. Também foram representados elementos como girassóis, formas femininas, balanças simbolizando igualdade de direitos e referências ao telefone 180, canal nacional de atendimento às mulheres em situação de violência.

Outro destaque da intervenção é a instalação Casa de Resistência Contra o Feminicídio, que apresenta parte da trajetória da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, cuja história deu origem à legislação de proteção às mulheres no Brasil. A obra também reúne informações sobre a Lei Maria da Penha e canais de atendimento da rede de proteção, incluindo a Ouvidoria do MPRO.

Durante a entrega da intervenção artística, o subprocurador-geral de Justiça Administrativo, Marcelo Lima de Oliveira, ressaltou a importância da parceria entre o Ministério Público e os movimentos sociais.

“Agradecemos aos coletivos que atuaram no processo de criação dessa manifestação artística entregue hoje, um trabalho conjunto entre MP e sociedade civil que, mais uma vez, demonstra a necessidade de união de esforços para fazer chegar à sociedade a mensagem de enfrentamento à violência.”

A ativista Benedita Nascimento também destacou a parceria construída entre o movimento de mulheres e o Ministério Público ao longo das duas décadas de vigência da Lei Maria da Penha.

“Contem conosco sempre. Vamos juntos”, afirmou.

A programação foi marcada ainda pela apresentação da bateria da Escola de Samba Asfaltão, que interpretou a marchinha Maria da Penha, reforçando a integração entre cultura e conscientização.

Representante do Levante Feminista em Rondônia, Izabela Lima explicou que ocupar o espaço público por meio da arte contribui para manter o debate sobre a violência contra as mulheres presente no cotidiano da população.

Segundo ela, a participação de artistas urbanos também aproxima a juventude das pautas relacionadas aos direitos das mulheres e fortalece iniciativas voltadas à prevenção da violência e ao incentivo às denúncias.

A intervenção contou com a participação dos coletivos Levante Feminista, Fórum Popular de Mulheres, Rede Lilás e Mente Nenhuma, além dos artistas Gaspar Knyppel, Ismael Barreto, Jamile Alencar (Majestade), Julia Lumar, Laura Graziele, Letícia Dúo, Luciana Rebouças, Renan Relvas, Sandra Braids, Sara Karolina, Sara Lopes, Thay Flores e Vitória Alecrim.

Entre os participantes da ação está a artista visual Sara Karolina Rosa do Prado, que criou uma obra inspirada nas cores do Agosto Lilás e nos símbolos do movimento feminista.

Para ela, a presença de mulheres produzindo arte em defesa dos direitos femininos fortalece a representatividade e amplia o alcance da mensagem.

“A violência contra a mulher não pode ser normalizada. A arte também é uma forma de conscientizar, provocar reflexão e fortalecer a participação social”, destacou.

A intervenção Rua das Penhas integra a agenda do MPRO para o Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.

Além da exposição artística, a programação inclui lançamento de serviços de proteção, rodas de conversa, capacitações e outras atividades voltadas ao fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência.

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