Coletânea Ecoando Sergipe celebra protagonismo feminino e literatura na Bienal de São Paulo

Obra organizada por Vanessa Noronha Tölle reúne vozes de escritoras sergipanas, resgatando tradições, afetos e a identidade cultural do estado.

Fonte: AJEB - SE

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Coletânea Ecoando Sergipe celebra protagonismo feminino e literatura na Bienal de São Paulo

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O lançamento da coletânea Ecoando Sergipe: Narrativas Femininas chega como um acontecimento literário e institucional: um livro que nasce do encontro entre vozes, territórios afetivos e uma convicção compartilhada, a de que a cultura sergipana se fortalece quando as mulheres ocupam, com plenitude, o lugar de autoria e memória. Organizada por Vanessa Noronha Tölle, presidente fundadora da AJEB Sergipe, a obra reúne narrativas femininas em homenagem à produção intelectual e cultural das mulheres, compondo um mosaico de experiências, sensibilidades e perspectivas que ecoam com beleza e firmeza no cenário contemporâneo.

Coletanea Ecoando Sergipe celebra protagonismo feminino e literatura na Bienal de São Paulo

Sergipe é um território de histórias intensas, tradições vivas e uma identidade que se refaz a cada geração. Em Ecoando Sergipe: Narrativas Femininas, essa força ganha textura literária: a coletânea não apenas registra narrativas, mas também ilumina a presença das mulheres como guardiãs e criadoras da cultura, aquelas que escrevem o cotidiano, preservam a memória e reinventam o pertencimento. A publicação reafirma o valor da palavra como patrimônio: palavra que documenta, emociona, interpreta e projeta. Ao ecoar vozes femininas, o livro amplia o repertório simbólico do estado e marca, com nitidez, o compromisso da AJEB Sergipe com a valorização do pensamento, da escrita e da participação das mulheres no campo cultural.

A união de vozes femininas na obra

Há livros que se constroem como casa: cada texto é um cômodo, cada estilo uma janela, cada lembrança uma luz acesa. Esta coletânea se estrutura justamente assim, como uma morada coletiva de narrativas que dialogam entre si sem perder a singularidade de cada autora. O resultado é um coro harmônico, onde diferentes experiências e olhares se encontram para formar um retrato múltiplo do feminino em Sergipe e além dele.

A coautoria da obra conta com Ana Claudia Sousa Mendonça, Ana Cristina Moura de Sousa Carvalho, Anita Rocha Paixão, Clelia Ferreira Ramos, Elaine Regina Bomfim Gomes, Jeane Caldas Aguiar, Katia Maria Araujo Souza, Maria Cícera dos Santos Monteiro Renovatto, Maria Eunice Guimarães Santos, Maria Glória Santos, Maria Ione do Nascimento, Maria Rita dos Santos, Maria Salete da Costa Nascimento, Maria Virgínia de Assunção Feitosa, Patrícia Almeida Pereira, Stephane Gonçalves Loureiro Pereira e Victória Cecília dos Santos Monteiro.

O significado da capa

A capa da coletânea, criada artesanalmente pela ajebiana Jeane Caldas, traz a imagem de uma mulher negra trajando um vestido verde de bolinhas brancas. A mulher, com características marcantes como lábios grossos e olhos felinos e brilhantes, faz alusão à etnia predominante no estado. Os cabelos crespos ornados com flores de crochê, fuxico e renda irlandesa imortalizam a riqueza e a força do artesanato popular, vivo em formas e cores.

O traje representa as roupas femininas confeccionadas por modistas ou costureiras que as adornavam com rendas, fitas, cassas e botões, acessórios tão usados em épocas remotas. As fitas também lembram as manifestações culturais e o patrimônio imaterial, como o Reisado, o Guerreiro, o Cacumbi, a Dança de São Gonçalo e as Taieiras. O colar de conchas brancas simboliza a religiosidade afro e sua resistência cultural, enquanto as medalhinhas de santos aludem à espiritualidade católica tão presente em Sergipe. As bonequinhas de pano rememoram as bonequeiras e as brincadeiras de infância da sociedade carente. Na barra do vestido, as conchinhas do mar evidenciam que as terras sergipanas são banhadas por praias de águas mornas, como Atalaia, Aruana, Saco e Pirambu. Nesse contexto, a imagem feminina do ápice à base reverbera a arte, a cultura, as manifestações populares e a história do povo sergipano. A interferência gráfica faz referência ainda ao mapa de Sergipe composto por fotos das ajebianas.

Reconhecimento institucional e lançamento oficial

Mais do que uma publicação, Ecoando Sergipe: Narrativas Femininas é um gesto de reconhecimento: reconhece trajetórias, reconhece a permanência do afeto como matéria literária e reconhece a escrita como forma de continuidade.

Para a presidente da AJEB Nacional, Irislene Morato, a coletânea honra a AJEB Sergipe, sua presidente fundadora e cada integrante envolvida na construção do livro, incluindo autoras, equipe editorial e parceiras de realização. Ao reunir narrativas diversas, a publicação ecoa experiências e sensibilidades que se cruzam, fortalecendo a presença da instituição no cenário cultural como referência de articulação, cuidado e protagonismo feminino.

Segundo Renata Dal-Bó, vice-presidente da AJEB Nacional e prefaciadora da obra, o livro nasce como a confirmação de que a coordenadoria chegou para somar à história da entidade, trazendo novas vozes, novos olhares e a força de um estado que, embora seja o menor do Brasil em extensão territorial, é imenso em cultura, ancestralidade, beleza e pertencimento. A AJEB Sergipe nasceu olhando para suas raízes e, ao mesmo tempo, abrindo janelas para o mundo.

Em tom de celebração, o lançamento acontecerá no dia 8 de setembro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dentro da programação oficial da AJEB Nacional, com a presença de ajebianas de diversas coordenadorias.

Perguntas Frequentes

Quem organizou a coletânea Ecoando Sergipe: Narrativas Femininas?

A obra foi organizada por Vanessa Noronha Tölle, presidente fundadora da AJEB Sergipe.

Onde e quando será realizado o lançamento oficial do livro?

O lançamento ocorrerá no dia 8 de setembro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dentro da programação oficial da AJEB Nacional.

O que representa a imagem da capa criada por Jeane Caldas?

A capa traz elementos que homenageiam a cultura, a ancestralidade, o artesanato popular, as manifestações folclóricas e a história do povo sergipano por meio de símbolos visuais marcantes.

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