Clima extremo muda operação das distribuidoras de energia no Brasil

Grupo Energisa reforça uso de meteorologia, inteligência artificial e ciência de dados para antecipar impactos de eventos climáticos e reduzir interrupções no fornecimento de energia.

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Clima extremo muda operação das distribuidoras de energia no Brasil

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As mudanças climáticas têm transformado a forma como as distribuidoras de energia elétrica operam no Brasil. Diante do aumento da frequência e da intensidade de fenômenos extremos, como tempestades, ondas de calor, secas e queimadas, o Grupo Energisa passou a incorporar meteorologia, ciência de dados, inteligência artificial e protocolos de gestão de risco à rotina operacional de suas concessionárias.

Presente em 11 estados brasileiros, o grupo afirma que o monitoramento climático deixou de ser apenas um apoio técnico para se tornar uma ferramenta estratégica na manutenção da confiabilidade do sistema elétrico. A adoção dessas tecnologias permite antecipar cenários de risco, posicionar equipes de forma preventiva e reduzir o impacto de eventos climáticos sobre o fornecimento de energia.

Eventos climáticos aumentam pressão sobre o sistema elétrico

Entre 2023 e 2025, uma parcela significativa das ocorrências registradas nas áreas de concessão do Grupo Energisa esteve relacionada a fenômenos climáticos. Segundo a empresa, cerca de 60% das ocorrências foram provocadas por descargas atmosféricas.

Esse cenário levou ao fortalecimento dos planos de contingência, que hoje utilizam informações meteorológicas, históricos de ocorrências, mapas de vegetação e áreas vulneráveis a ventos fortes, alagamentos e queimadas para definir ações preventivas.

Entre as medidas adotadas estão o reforço de equipes, deslocamento antecipado de materiais, priorização de manutenções e comunicação preventiva com clientes e órgãos públicos.

“O clima passou a ser uma variável crítica para a operação do sistema elétrico. Hoje, as distribuidoras precisam antecipar cenários, monitorar riscos e responder rapidamente a eventos que podem afetar milhares de clientes em poucos minutos”, afirma Gioreli de Sousa Filho, vice-presidente de Redes do Grupo Energisa.

Estratégias variam conforme cada região

As ações preventivas são adaptadas às características climáticas de cada área de concessão.

No Centro-Oeste, a atenção está voltada principalmente para a estiagem e as queimadas. No litoral do Nordeste, os desafios incluem a maresia e as altas temperaturas. Já na Região Norte, os períodos de seca provocam redução das chuvas, queda no nível dos rios e aumento do risco de incêndios florestais.

No Sul, em parte do Sudeste e do Centro-Oeste, onde tempestades acompanhadas de raios são mais frequentes, o foco está na redução do tempo de interrupção do fornecimento de energia.

Inteligência operacional fortalece resposta às ocorrências

A estratégia é coordenada por um Comitê Interfuncional formado por equipes das áreas de Operação, Manutenção, Suprimentos, Logística e Comunicação.

Os Centros de Operação Integrada (COI) acompanham, em tempo real, informações meteorológicas e operacionais para identificar vulnerabilidades, posicionar equipes e preparar ações antes mesmo da chegada de frentes frias ou tempestades.

Durante períodos influenciados pelo fenômeno El Niño, o Grupo Energisa reforça sua estrutura operacional com um plano estratégico composto por mais de 100 ações preventivas, incluindo antecipação de manutenções, substituição de equipamentos, remanejamento de carga, reforço dos estoques e intensificação da comunicação com autoridades locais.

“O desafio não é apenas restabelecer o fornecimento depois de um evento climático. É chegar antes, com equipes, protocolos e informações preparados para reduzir o impacto sobre a população. Quanto maior a capacidade de antecipação, mais eficiente é a resposta”, destaca Gioreli.

Ondas de calor exigem monitoramento permanente

Além das tempestades, as ondas de calor também representam um desafio crescente para o setor elétrico.

O aumento das temperaturas provoca elevação no consumo de energia, exigindo monitoramento constante da rede elétrica, principalmente nos grandes centros urbanos, onde a demanda cresce de forma significativa durante os períodos mais quentes.

Segundo o Grupo Energisa, a resiliência do sistema elétrico depende cada vez mais da integração entre infraestrutura, tecnologia, inteligência de dados e capacidade de resposta rápida.

“Mais do que distribuir eletricidade, nosso desafio é combinar tecnologia, proximidade e transparência para garantir um sistema resiliente em um ambiente onde o clima se tornou central para a operação”, conclui o vice-presidente de Redes da companhia.

FAQ

Por que o clima passou a influenciar mais a operação das distribuidoras de energia?

Porque eventos climáticos extremos se tornaram mais frequentes e intensos, aumentando o risco de interrupções no fornecimento de energia.

Quais tecnologias o Grupo Energisa utiliza para enfrentar esses desafios?

A empresa utiliza meteorologia, ciência de dados, inteligência artificial, monitoramento em tempo real, protocolos de contingência e comunicação preventiva.

Qual fenômeno causou a maior parte das ocorrências recentes?

Segundo a Energisa, aproximadamente 60% das ocorrências registradas entre 2023 e 2025 foram provocadas por raios.

Como a empresa se prepara para eventos climáticos extremos?

São reforçadas equipes, estoques de equipamentos, manutenção preventiva, monitoramento meteorológico e atuação dos Centros de Operação Integrada.

O que muda durante períodos de El Niño?

A companhia intensifica as ações preventivas, reforça sua estrutura operacional e executa um plano estratégico com mais de 100 medidas voltadas à redução dos impactos climáticos.

Com informações da Energisa.

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